sábado, 18 de setembro de 2010

Transporte público no Brasil....


As estatísticas e os fatos revelam que a maioria do povo brasileiro carece, cada vez mais, de ser atendido em suas necessidades humanas básicas, tais como saúde, educação, habitação, saneamento básico, nutrição, segurança pública e transporte público, sendo que as deficiências no atendimento dessas duas últimas questões vêm atormentando, desgraçando e limitando, em grande escala, a vida dos habitantes de nossas médias e grandes cidades, desde o final do século passado.


Nos dias de hoje, eu excluiria a segurança pública e o transporte público do rol das necessidades humanas básicas e passaria a considerar esses itens como pré-requisitos para que as demais necessidades possam ser alcançadas ou oferecidas. Desta forma, o binômio segurança pública-transporte público seria o alicerce para a construção de cidades humanas e socialmente justas, visto que esses dois serviços públicos são os únicos que participam e afetam cotidianamente as vidas de todos os cidadãos, independentemente de raça, credo, idade ou posição social.

Defendo a tese de que uma sociedade que não dispõe de uma segurança pública confiável, justa e eficaz e de um transporte público abrangente, integrado e competente não poderá proporcionar bem-estar e felicidade para todos os seus membros, pois também não será capaz de oferecer a seu povo benefícios como hospitais, escolas, redes de água e esgoto e alimentos.

Penso que segurança pública e transporte público, em nosso país, deveriam ser serviços onipresentes e despercebidos pela população, ou seja, deveriam simplesmente existir, como obrigação do Estado, prontos para serem usados quando necessário. Desta forma, as pessoas poderiam programar suas vidas, seus passeios, seus trabalhos e suas compras, da maneira que melhor lhes conviessem, pois teriam a certeza que haveria o transporte para levá-las e trazê-las de volta, e que as ruas não seriam palcos de assaltos e agressões.

Com segurança pública e transporte público, os investimentos privados certamente terão menos riscos e maiores expectativas de lucros, o turismo poderá recrudescer e o comércio renascerá, entre outros benefícios econômicos. Isso, sim, é qualidade de vida auto-sustentável.


VEÍCULOS LEVES SOBRE TRILHOS NACIONAIS

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Os veículos leves sobre trilhos (VLT) existem em inúmeras cidades do mundo, principalmente na Europa, e, comprovadamente, produzem significativos benefícios, tais como ordenação do tráfego urbano, redução dos níveis de poluição, melhoria da mobilidade urbana, atendimento às demandas urbanas de média capacidade e custos de implantação, operação e manutenção inferiores aos metrôs e trens urbanos. Com base nessa constatação, o Governo Federal decidiu incluir os VLTs no Projeto do Trem Padrão Nacional, indo ao encontro dos estudos para a implantação de Trens Regionais de Passageiros, elaborados pelo BNDES e COPPE/UFRJ.
Essa idéia, além dos benefícios citados acima, visa também gerar empregos e novos mercados e criar oportunidades para a evolução tecnológica e capacitação da indústria nacional. Por isso, o Governo Federal, por intermédio da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), empresa vinculada ao Ministério das Cidades, decidiu implantar o VLT como uma das soluções de transporte público para Recife, no trecho Cajueiro Seco – Cabo, Linha Sul, em substituição às locomotivas diesel e seus antigos carros de passageiros, com o objetivo de estabelecer padrões de tecnologia, conforto, segurança e desempenho operacional adequados às condições da infra-estrutura existente. Então, o Governo Federal, convencido da importância e necessidade do VLT, incluiu o projeto no PAC, assegurando os recursos necessários à sua implementação. O VLT do Recife deverá circular até o final de 2010, provavelmente na mesma época do VLT de Fortaleza, que é um projeto do Governo do Ceará, com apoio da CBTU.
A escolha do Recife, como pioneira, não foi casual, visto que sua região metropolitana, a mais populosa do Nordeste e quinta do país, vem apresentando graves problemas de congestionamentos e de mobilidade urbana, tanto quanto as demais grandes cidades do país. No caso do Recife, existe uma importante demanda potencial de passageiros na Linha Sul e as vias e estações existentes precisam de baixos investimentos para a circulação do VLT. O Governo Federal estuda ainda a possibilidade de estender o VLT do Recife até o Porto de Suape, para atender à demanda de passageiros que existirá com o desenvolvimento desse complexo portuário.
Com o advento do VLT, devidamente integrado ao Metrô, o sistema de transporte público da região metropolitana do Recife ficará mais abrangente. O Metrô do Recife é motivo de orgulho para a CBTU, pois transporta, atualmente, cerca de 180 mil passageiros por dia e, após a chegada dos VLTs e de outros investimentos necessários, como a aquisição de mais 15 trens, a quantidade de passageiros transportados poderá chegar a 400 mil, diariamente.
Cabe ressaltar que a licitação para os VLTs do Recife foi internacional, mas o consórcio vencedor foi nacional, isso porque os grandes fabricantes mundiais de material rodante ferroviário não acreditaram no VLT brasileiro e alegaram que a quantidade licitada era pequena, o preço estimado baixo e os veículos seriam para bitola métrica e movidos a diesel. Esses fabricantes não demonstraram capacidade empreendedora, nem visão de futuro, pois poderiam ter apostado no VLT nacional, para que outros projetos maiores fossem implementados e o mercado de VLT se abrisse definitivamente para eles próprios. Agora, eles perderam grande oportunidade, pois se acharam grandes demais para o nosso VLT. Como o mercado é cruel, rei morto, rei posto, surgiu a valente, ousada e visionária indústria nacional para ocupar o espaço deixado pelos estrangeiros. A CBTU está acreditando no consórcio vencedor e espera que tudo transcorra bem durante a construção dos VLTs e os prazos possam ser cumpridos, para que o projeto seja um sucesso e outros VLTs surjam no Nordeste e no restante do país. O sucesso do VLT do Recife será tão importante para a CBTU quanto para a indústria nacional, que poderá capacitar-se, cada vez mais, para atender as próximas demandas.


A BICICLETA PODERÁ SER UM MODO DE TRANSPORTE EFICIENTE, NAS GRANDES CIDADES BRASILEIRAS?

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Entendo que o transporte por bicicletas, nas grandes cidades brasileiras, está intimamente ligado ao planejamento sistêmico de todos os demais modos de transporte público. Para que a bicicleta possa ser, realmente, considerada um modo de transporte urbano, para fins de lazer e de trabalho, as prefeituras devem construir redes de ciclovias segregadas, sinalizadas, protegidas e integradas com as estações de trens urbanos, metrôs e ônibus, devidamente equipadas com bicicletários seguros, pagos ou não. Além disso, a questão da segurança pública também é fundamental para dar credibilidade e tranquilidade aos potenciais usuários desse saudável e ecológico modo de transporte. Gostaria de conhecer a opinião dos leitores sobre esse assunto.



Os veículos leves sobre trilhos (VLT) existem em inúmeras cidades do mundo, principalmente na Europa, e, comprovadamente, produzem significativos benefícios, tais como ordenação do tráfego urbano, redução dos níveis de poluição, melhoria da mobilidade urbana, atendimento às demandas urbanas de média capacidade e custos de implantação, operação e manutenção inferiores aos metrôs e trens urbanos. Com base nessa constatação, o Governo Federal decidiu incluir os VLTs no Projeto do Trem Padrão Nacional, indo ao encontro dos estudos para a implantação de Trens Regionais de Passageiros, elaborados pelo BNDES e COPPE/UFRJ.
Essa idéia, além dos benefícios citados acima, visa também gerar empregos e novos mercados e criar oportunidades para a evolução tecnológica e capacitação da indústria nacional. Por isso, o Governo Federal, por intermédio da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), empresa vinculada ao Ministério das Cidades, decidiu implantar o VLT como uma das soluções de transporte público para Recife, no trecho Cajueiro Seco – Cabo, Linha Sul, em substituição às locomotivas diesel e seus antigos carros de passageiros, com o objetivo de estabelecer padrões de tecnologia, conforto, segurança e desempenho operacional adequados às condições da infra-estrutura existente. Então, o Governo Federal, convencido da importância e necessidade do VLT, incluiu o projeto no PAC, assegurando os recursos necessários à sua implementação. O VLT do Recife deverá circular até o final de 2010, provavelmente na mesma época do VLT de Fortaleza, que é um projeto do Governo do Ceará, com apoio da CBTU.
A escolha do Recife, como pioneira, não foi casual, visto que sua região metropolitana, a mais populosa do Nordeste e quinta do país, vem apresentando graves problemas de congestionamentos e de mobilidade urbana, tanto quanto as demais grandes cidades do país. No caso do Recife, existe uma importante demanda potencial de passageiros na Linha Sul e as vias e estações existentes precisam de baixos investimentos para a circulação do VLT. O Governo Federal estuda ainda a possibilidade de estender o VLT do Recife até o Porto de Suape, para atender à demanda de passageiros que existirá com o desenvolvimento desse complexo portuário.
Com o advento do VLT, devidamente integrado ao Metrô, o sistema de transporte público da região metropolitana do Recife ficará mais abrangente. O Metrô do Recife é motivo de orgulho para a CBTU, pois transporta, atualmente, cerca de 180 mil passageiros por dia e, após a chegada dos VLTs e de outros investimentos necessários, como a aquisição de mais 15 trens, a quantidade de passageiros transportados poderá chegar a 400 mil, diariamente.
Cabe ressaltar que a licitação para os VLTs do Recife foi internacional, mas o consórcio vencedor foi nacional, isso porque os grandes fabricantes mundiais de material rodante ferroviário não acreditaram no VLT brasileiro e alegaram que a quantidade licitada era pequena, o preço estimado baixo e os veículos seriam para bitola métrica e movidos a diesel. Esses fabricantes não demonstraram capacidade empreendedora, nem visão de futuro, pois poderiam ter apostado no VLT nacional, para que outros projetos maiores fossem implementados e o mercado de VLT se abrisse definitivamente para eles próprios. Agora, eles perderam grande oportunidade, pois se acharam grandes demais para o nosso VLT. Como o mercado é cruel, rei morto, rei posto, surgiu a valente, ousada e visionária indústria nacional para ocupar o espaço deixado pelos estrangeiros. A CBTU está acreditando no consórcio vencedor e espera que tudo transcorra bem durante a construção dos VLTs e os prazos possam ser cumpridos, para que o projeto seja um sucesso e outros VLTs surjam no Nordeste e no restante do país. O sucesso do VLT do Recife será tão importante para a CBTU quanto para a indústria nacional, que poderá capacitar-se, cada vez mais, para atender as próximas demandas. Texto do JB



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