sexta-feira, 1 de julho de 2016

UM POUQUINHO DE UM PAIS CHAMADO BRAZIL VERGONHA NACIONAL E INTERNACIONAL FORA GOLPISTAS FORA QUADRILHEIROS FORA REDE GLOBO

Janot confirma: houve golpe 

eleitoral contra Dilma

Antonio Cruz/Agência Brasil: <p>O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, durante debate dos candidatos ao cargo de procurador-geral da República, promovido pela ANPT, AMPDFT e ANMPM (Antonio Cruz/Agência Brasil)</p>
Em entrevista à Folha, o procurador-geral 
da República, Rodrigo Janot, fez uma 
declaração bombástica:

“Estava visível que queriam interferir no 
processo eleitoral. O advogado do Alberto
 Youssef operava para o PSDB do Paraná, foi
 indicado pelo [governador] Beto Richa para a 
coisa de saneamento [Conselho de administração
 da Sanepar], tinha vinculação com partido.
 O advogado começou a vazar coisa
seletivamente. Eu alertei que isso deveria parar,
 porque a cláusula contratual diz que nem
 o Youssef nem o advogado podem falar.
 Se isso seguisse, eu não teria compromisso
 de homologar a delação
Se a acusação atingisse o PT, a mídia a teria
 transformado, imediatamente, em manchetão 
nas capas de todos os jornais, portais e revistas.

Como é contra o PSDB, então a informação
 é minimizada, como sem importância.

Janot repetiu a denúncia de golpe
 político-midiático, que a gente, da blogosfera,
 se cansou de fazer durante os primeiros 
vazamentos seletivos dos depoimentos de 
Alberto Youssef.

Denúncia esta que a imprensa jamais fez, 
embora estivesse ali, à vista de todos.

Por quê?

Por que a imprensa não identificou o óbvio,
 que havia vazamentos seletivos, com objetivo 
de interferir na campanha eleitoral e prejudicar
 Dilma Rousseff?

Ora, porque a imprensa fez parte do esquema.

Essa é a conclusão lógica inevitável das
 palavras de Rodrigo Janot, procurador-geral 
da República, o cargo máximo do Ministério 
Público Federal.

No dia do penúltimo debate da eleição
 presidencial, que ocorreria na Record, um dos
 principais repórteres políticos da Globo,
 Gerson Camarotti, chegou a publicar, em seu
 blog, que Aécio e Alvaro Dias tinham recebido
 um "detalhamento completo" dos depoimentos 
de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, 
que "envolveria nomes graúdos do PT".

Ficou evidente (hoje confirmado, visto que 
Aécio não usou a suposta "bomba" no segundo
jogo sujo da Globo, para intimidar Dilma no debate.

Aécio tinha apanhado que nem gente grande
 no debate anterior e estava com medo.

A Globo, portanto, foi cúmplice do golpe
 eleitoral preparado pela oposição, em conluio
 com o advogado de Alberto Youssef.

Só que agora as coisas mudaram de figura.

A operação Lava Jato tomou proporções que
 fogem ao controle da mídia e da "República 
do Paraná", ou seja, ao grupo de delegados e 
procuradores que tentaram usar a investigação para influenciar as eleições.

Envolvendo todos os partidos, e detectando 
desvios desde 1999, a Lava Jato fortalece a
 líder política número 1 do país, a presidenta 
da república.

Não adianta a oposição espernear, como fez 
Noblat hoje, dizendo que a Polícia Federal é
 "órgão de Estado", que Dilma não autorizou 
nada, blablablá.

A Polícia Federal é um órgão subordinado ao
 Ministério da Justiça, e a presidente da República
 escolhe o seu diretor-geral.

Esta relação está bem clara no Decreto
 73.332, de 1973, que define a estrutura da
 instituição.

Entretanto, não é preciso ser especialista em
 leis ou decretos para fazer uma comparação
 simples: a PF não investigava ninguém na era 
tucana.

Hoje investiga e prende poderosos, de políticos
 graúdos a empreiteiros bilionários.

Aliás, alguém deveria perguntar se as polícias 
estaduais, que também são "órgãos de Estado",
 investigam os seus respetivos Executivos.

Em São Paulo, alguém pode imaginar a polícia
 estadual ou a polícia civil investigando o
 trensalão ou as obras do Rodoanel? Todas elas
 envolvem, aliás, as mesmas empreiteiras da
 Operação Lava Jato.

A oposição e a mídia queriam transformar a
 Lava Jato num golpe político.

Tinha tudo para dar certo. Os delegados
 federais responsáveis pela operação são tucanos.
 Foram inclusive flagrados fazendo festinha
 pró-Aécio no Facebook, usando informações 
sigilosas.

O juiz Sergio Moro é tucano, como ficou claro 
com sua leniência em relação aos vazamentos
 feitos bem durante a campanha eleitoral,
 inclusive o último, o que sequer existiu, de 
Alberto Youssef, tentando atingir Dilma.

Os procuradores também devem ser, visto que
 defenderam os delegados, quando estes foram 
denunciados na imprensa por seu partidarismo
 pouco republicano, para dizer o mínimo.

A "República do Paraná" (entendida aqui como
 juiz, promotores e delegados por trás das
 investigações feitas pela Operação Lava Jato),
 enfim, é um núcleo tucano.

Some-isso a uma mídia ultratucana, e tínhamos
 todos os elementos para criar uma narrativa e
 aplicar um golpe político-midiático, que 
culminaria com o impeachment da presidenta.

Mas eles não pensaram uma coisa.

A Lava Jato de repente assumiu uma dimensão 
tal que saiu da esfera apenas política. Ou seja, 
deixou de ser regida pelo jogo baixo e apaixonado
 das guerras partidárias, e passou para o domínio
 inexpugnável da história.

Ao tratar com os setores economica e
 politicamente mais poderosos da sociedade, a
 Lava Jato não poderá abrir "exceções" jurídicas 
como fez no mensalão.

O fato dos investidores e o próprio juiz
 serem tucanos se volta em favor de Dilma, 
porque esta seria acusada de "bolivariana", se
 fosse o contrário, se a mídia identificasse 
afinidade ideológica, política ou partidária entre
 ela e a República do Paraná. Além de ser 
acusada de "traidora" pelos caciques partidários
 envolvidos no esquema.

O enfraquecimento dos caciques pesará em
 favor do Executivo.

A direita não tem mais um Joaquim Barbosa no
 STF para fazer o serviço sujo.

Em mãos de Teori Zavascki, a Lava Jato não
 corre o risco de virar um circo golpista.

Outro fator que enfraquece a tentativa de
 golpe é que o procurador geral, Rodrigo Janot, 
embora frequentemente também faça o jogo 
da mídia, é infinitamente mais qualificado, 
em termos éticos, do que seus antecessores.

A entrevista que deu à Folha, em que denuncia
 o golpe do advogado de Youssef, é evidência
 de que ele não se prestará, não facilmente ao
 menos, a um jogo sujo visto no mensalão, em 
que procurador, mídia e oposição manipularam
 provas, ocultaram documentos, e fizeram 
de tudo para confundir a opinião pública e
 enganar os réus.

A mídia tentará aumentar ao máximo a
 presença do PT junto às listas dos corrompidos
 e corruptores, mas ao fazê-lo, ampliará a
 imagem de republicana de Dilma Rousseff.

Afinal, que outra estadista, senão Dilma,
 permitiria que a Polícia Federal, subordinada 
a seu governo, investigasse e punisse
 impiedosamente membros de seu próprio partido?

Restará à mídia, desta vez, o papel triste de
 tentar confundir e manipular a opinião pública, 
e fazendo o jogo mais baixo.

Quando houver denúncia de envolvimento de 
um petista: manchetão na capa e páginas e
 páginas no miolo do jornal.

Quando houver envolvimento de um tucano: 
sem capa, e notinha curta ao pé de página.

Só que, desta vez, a gente tem as redes sociais.

Alguns internautas temem que haja alguma 
falsa denúncia sobre caixa 2 na campanha 
presidencial de Dilma, o que justificaria a 
sua deposição.

Improvável.

As campanhas presidenciais no Brasil costumam 
ser impecáveis. O caixa 2 é jogado sempre para 
as campanhas regionais e proporcionais.

As campanhas presidenciais de PT e PSDB
 costumam ter dinheiro de sobra. Isso desde 2002.

O mensalão, por exemplo, que foi um problema
 de caixa 2, admitido pelo próprio Lula e por
 Delúbio Soares, ocorreu justamente por conta
 disso: a campanha presidencial chupou todo
 o dinheiro limpo, e o caixa 2 foi lançado nas 
costas dos diretórios regionais, que precisavam
 pagar dívidas de campanha.

Claro, espera-se todo o tipo de mentira, calúnia 
e manipulação, nos próximos meses. Desta vez,
 porém, temos uma opinião pública um pouco 
mais crítica e desconfiada.

E a mídia não tem mais o monopólio da narrativa.

*

O fato da análise das contas da campanha de 
Dilma terem caído em mãos de Gilmar Mendes,
 não deveria ser motivo de preocupação excessiva.

Um pouco sim, mas não muito.

Justamente por ser identificado como juiz de
 oposição, Mendes será obrigado a aprovar as
 contas da presidenta.

Só lhe restará o patético papel de fazer suspense, 
pedir explicações, inventar factoides variados.

Mas não poderá desaprovar as contas de Dilma, 
porque soaria golpista demais isso partir de um 
juiz tão abertamente de oposição.

De qualquer forma, o próprio Ministério Público 
Eleitoral entrou com recurso para que a relatoria 
das contas da campanha de Dilma não fique em 
mãos de Gilmar.

*

O maior desafio de Dilma, e isso não é pouca coisa,
 é evitar que a Lava Jato, por envolver as maiores
 empreiteiras do país, provoque interrupção das
 grandes obras de infra-estrutura.

A nossa mídia, já vimos, não tem qualquer 
compromisso com o desenvolvimento. Sergio
 Moro ganhou pontos ao mostrar que, ao menos
 nisso, demonstra bom senso, visto que se 
preocupou em não paralisar o trabalho das 
empresas.

As empreiteiras empregam centenas de milhares 
de trabalhadores, e as denúncias terão que apurar responsabilidades e impor multas, mas cuidando 
para não prejudicar o emprego de quem não tem
 culpa nenhuma pelos desvios. Nem parar obras
 que são estratégicas e urgentes, como a finalização 
da refinaria Abreu Lima, cuja entrada em
 operação servirá como alavanca para a indústria petroquímica, e ajudará a reduzir o déficit da balança comercial brasileira

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