Casa caiu para Gilmar:
gráfica “fantasma”
também prestou
serviços ao PSDB
03/09/2015 Miguel do Rosário

Gilmar anda pedindo, ou melhor, exigindo, histericamente,
ao procurador geral da república, Rodrigo Janot, para
abrir investigação contra a campanha de Dilma.
Janot mandou arquivar da primeira vez, Gilmar voltou
a carga, xingando o procurador, e fez novo pedido
. É o estilo clássico Eduardo Cunha & Aécio: não aceita perder.
O argumento principal de Gilmar seria uma "gráfica
fantasma" contratada pela campanha de Dilma.
A informação lhe foi repassada por blogueiros
demitidos da Veja.
Só que os ditos blogueiros, pelo jeito, não apuraram
direito a informação. E Gilmar também não parece
se interessar por detalhes. Sua função é preparar
o golpe, ponto.
A casa de Gilmar Mendes, porém, acaba de cair
por terra.
O blog da Rede Brasil Atual descobriu documentos
que provam que a tal gráfica fantasma também andou
assombrando os comitês de campanha de Aécio e José
Serra, que contrataram seus serviços.
Ou seja, não é nenhuma gráfica fantasma.
Gilmar também precisa explicar porque não se interessa
pela denúncia do TSE, de que sumiram alguns milhões
de reais da campanha de Aécio Neves, especialmente
os milhões doados por empresas envolvidas na operação
Lava Jato.
E tem uma outra notícia para Gilmar. A Polícia Federal
pediu ao PGR para investigar melhor o pupilo de Aécio,
o senador Antonio Anastasia porque descobriu que a
casa que o policial Careca usou para pagar propinas
pertencia a uma prima de Aécio Neves, Tânia
Guimarães Campos.
***
Gráfica que Gilmar Mendes quer investigar prestou
serviços ao PSDB
Inspirado em "notícia reveladora" de blogueiros da
revista "Veja", ministro pediu nova investigação das
contas de campanha de Dilma. Mas esqueceu de
incluir campanhas de Serra e Aécio em suas suspeitas
por Helena Sthephanowitz, para a RBA - publicado
03/09/2015 16:13
Uma má apuração de um blog de jornalistas demitidos
da revista Veja, acusando uma gráfica que prestou
serviços à campanha de Dilma 2014 de ser "empresa
fantasma", serviu de base a um novo pedido de
investigação contra a campanha. O ministro Gilmar
Mendes, integrante de Supremo Tribunal Federal (STF)
e também do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já
havia tido um pedido recusado pela Procuradoria-Geral
da República por falta de consistência na acusação.
Depois da notícia, Mendes voltou a acionar o
procurador-geral Rodrigo Janot para que reabrisse o caso.
A razão para o arquivamento anterior era simples: a
VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior, no mesmo
ano de 2014, prestou serviços também à campanha de
José Serra (PSDB) e de Aécio Neves (PSDB). Em
2012 foi fornecedora de campanhas de vereadores
do PSDB, PMDB e PSD. E antes ainda, em 2010
trabalhor para diversos candidatos e partidos.
Os fatos comprovam que jamais se tratou de uma
"empresa fantasma", e o ministro Gilmar Mendes
parece ter apenas acreditado, voluntariamente ou não
, na "barrigada" (como é chamada a informação errada
no jargão jornalístico) dos blogueiros.
Mendes deveria ter pedido a seus técnicos do Tribunal
Superior Eleitoral uma simples consulta ao histórico
da VTPB e suas relações com muitos dos partidos
políticos do país. Essa consulta é disponível e fácil a
qualquer internauta com mais de 8 anos de idade.
Segundo a "apuração" dos referidos blogueiros,
ignorando as prestações de contas de 2010 e 2012, a
empresa, aberta em 2008, teria atividade de "banca
de jornais" até 25 de julho de 2014, quando alterou
seu contrato social para incluir – clara e transparente
– serviços gráficos em suas atividades.
Nas palavras dos influentes blogueiros, ao menos sobre
a formação da opinião do ministro Gilmar Mendes:
"No dia 14 de agosto de 2014, apenas 19 dias depois
da alteração do objeto social, a VTPB emitiu a primeira
nota para a campanha de Dilma Rousseff, no valor
de 148 mil reais".
Esquecerem de avisar ao ministro que cinco dias antes
de emitir a primeira nota fiscal para a campanha de
Dilma, a mesma gráfica emitiu uma nota de R$ 200
mil – no dia 7 de agosto de 2014 – para o Comitê
Financeiro para Senador da República PSDB-SP, cujo
candidato foi José Serra. Outras 39 notas foram
emitidas para a campanha de Serra.
Outras seis notas foram emitidas em setembro e
outubro de 2014 para o Comitê Financeiro Nacional
para Presidente da República PSDB-BR, cujo
candidato foi Aécio Neves.
Se houve ou não irregularidades no fato de a
empresa não registrar explicitamente em suas
atividades econômicas serviços gráficos antes de
2014 é algo que pode ser questionado no âmbito
regulatório empresarial, mas não no âmbito eleitoral.
Antes dessa modificação no registro de atividades
da empresa, a campanha de José Serra a prefeito
de São Paulo em 2012 usou os serviços da gráfica
. A VTPB emitiu 21 notas fiscais para o PSDB, sendo
20 delas para o Comitê Financeiro para Vereador
PSDB-São Paulo, e uma para o Comitê Financeiro
para prefeito PSDB-São Paulo.
Mas isso também os "jornalistas" esqueceram de
contar ao ministro Gilmar Mendes.





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