Novo arroz
Como uma nova espécie de arroz
pode salvar vidas
Uma segunda revolução verdade está agitando
as plantações da Ásia
Novo arroz
Norman Borlaug, por conselhos sobre novas sementes, considerava-se que o
subcontinente estava à beira de passar por uma enorme fome. A China estava
de fato passando por uma fome à época. Borlaug convenceu a Índia a plantar
uma nova espécie semianã de trigo no Punjabi. No ano seguinte o país
também experimentou plantar uma espécie anã de arroz chamada IR8.
Essas plantas de caules curtos solucionaram um problema básico: as plantas
que costumavam ser cultivadas eram longas e tinham caules grandes, de
modo que cresciam demais e caíam quando recebiam fertilizantes. As espécies
de Borlaug geravam sementes mais numerosas e pesadas, e se disseminaram
como smartphones. Ao longo dos próximos 40 anos a revolução verde se
espalhou pelo mundo, ajudando a garantir que, onde quer que suas sementes
fossem plantadas, a fome seria transformada em uma coisa do passado.
Agora uma segunda revolução verdade está agitando as plantações da Ásia. Ela
não será igual à primeira, já que dependerá não apenas de algumas espécies
milagrosas, mas sim em adaptar as sementes existentes a diferentes ambientes.
No entanto, ela deve trazer benefícios similares para as terras e fazendeiros pobres
ignorados pela primeira revolução. Tais terras são pobres porque são propensas
a alagamentos, secas e salinidade. Novas sementes que podem sobreviver a
alagamentos foram desenvolvidas, e em breve também haverá variedades que
toleram a seca, calor e salinidade extremos, fazendo com que as áreas de cultivo
mais pobres se tornem férteis. Portanto a segunda revolução pode ter um efeito
ainda maior de redução da pobreza do que a primeira.
Essa revolução é ainda mais vital porque os ganhos da primeira estão se
estabilizando. O crescimento da produção anual caiu a menos de um terço do
que era na revolução verde e ficou abaixo do atual nível de crescimento
populacional. Enquanto isso a demanda por arroz aumenta em quase 2% ao
ano na Ásia e em 20% na África.
Uma segunda revolução foi viabilizada pelo sequenciamento do genoma do
arroz em 2005 (o primeiro cereal a ter sido sequenciado). Isso permitiu que
os pesquisadores descobrissem os genes para a resistência a inundações em
uma variedade obscura do leste da Índia e a transferissem para todas as
espécies do mundo. O mesmo será feito para genes que codificam outras
características valiosas.
fonte OPINIÃO& NOTICIA
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