sábado, 17 de maio de 2014

TECNOLOGIA


Novo arroz

Como uma nova espécie de arroz

 pode salvar vidas

Uma segunda revolução verdade está agitando

 as plantações da Ásia

Novo arroz

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Em 1961, quando o governo da Índia recorreu a um famoso agricultor de trigo,
 Norman Borlaug, por conselhos sobre novas sementes, considerava-se que o
 subcontinente estava à beira de passar por uma enorme fome. A China estava
 de fato passando por uma fome à época. Borlaug convenceu a Índia a plantar
 uma nova espécie semianã de trigo no Punjabi. No ano seguinte o país
 também experimentou plantar uma espécie anã de arroz chamada IR8.
Essas plantas de caules curtos solucionaram um problema básico: as plantas
 que costumavam ser cultivadas eram longas e tinham caules grandes, de
 modo que cresciam demais e caíam quando recebiam fertilizantes. As espécies
 de Borlaug geravam sementes mais numerosas e pesadas, e se disseminaram
 como smartphones. Ao longo dos próximos 40 anos a revolução verde se
 espalhou pelo mundo, ajudando a garantir que, onde quer que suas sementes
 fossem plantadas, a fome seria transformada em uma coisa do passado.
Agora uma segunda revolução verdade está agitando as plantações da Ásia. Ela
não será igual à primeira, já que dependerá não apenas de algumas espécies
milagrosas, mas sim em adaptar as sementes existentes a diferentes ambientes.
No entanto, ela deve trazer benefícios similares para as terras e fazendeiros pobres
 ignorados pela primeira revolução. Tais terras são pobres porque são propensas
 a alagamentos, secas e salinidade. Novas sementes que podem sobreviver a
 alagamentos foram desenvolvidas, e em breve também haverá variedades que
 toleram a seca, calor e salinidade extremos, fazendo com que as áreas de cultivo
 mais pobres se tornem férteis. Portanto a segunda revolução pode ter um efeito
 ainda maior de redução da pobreza do que a primeira.
Essa revolução é ainda mais vital porque os ganhos da primeira estão se
 estabilizando. O crescimento da produção anual caiu a menos de um terço do
 que era na revolução verde e ficou abaixo do atual nível de crescimento
 populacional. Enquanto isso a demanda por arroz aumenta em quase 2% ao
 ano na Ásia e em 20% na África.
Uma segunda revolução foi viabilizada pelo sequenciamento do genoma do
 arroz em 2005 (o primeiro cereal a ter sido sequenciado). Isso permitiu que
 os pesquisadores descobrissem os genes para a resistência a inundações em
 uma variedade obscura do leste da Índia e a transferissem para todas as
 espécies do mundo. O mesmo será feito para genes que codificam outras
características valiosas.
fonte OPINIÃO& NOTICIA

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