PORQUE A PLATAFORMA P-36 DA PETROBRAS AFUNDOU NO DESGOVERNO DE FHC
PSDB começar a
investigar na CPI da Petrobrax e dar uma
explicação ao povo brasileiro.No
dia 15 de março de 2001, no
Campo de Roncador, na Bacia de Campos,
pouco depois da meia-noite uma
explosão sacudiu a maior plataforma
petrolífera do mundo, a P-36, estacionada
a 130 Km da costa e capaz de
extrair, por dia, 180 mil barris de petróleo e 7,2
milhões de metros
cúbicos de gás natural. No momento em que começou a
tragédia, a P-36
extraía petróleo de seis poços – o que era uma pequena parte de
sua
capacidade: ela estava em Roncador para extrair petróleo de 28 poços ao
mesmo tempo.
Dezessete minutos depois da primeira explosão, outra, e mais violenta, abalou a
Dezessete minutos depois da primeira explosão, outra, e mais violenta, abalou a
plataforma, matando 11 trabalhadores da Petrobrás que,
heroicamente, tentavam
salvar a P-36. Cinco dias depois, no dia 20 de
março de 2001, a maior
plataforma petrolífera do mundo – que custou US$
350 milhões – afundou,
submergindo a uma profundidade de 1.200 metros,
levando junto 1.500 toneladas
de petróleo.
Por que ela afundou? Como pôde a maior plataforma do mundo ter afundado
Por que ela afundou? Como pôde a maior plataforma do mundo ter afundado
em cinco dias, deixando filhos sem pai e mulheres sem marido, homens
que,
como aqueles do poema de Pessoa, não tinham a alma pequena? Ninguém
foi responsável por esse crime?
O presidente da Petrobrás na época era um daqueles típicos intrujões do
O presidente da Petrobrás na época era um daqueles típicos intrujões do
governo Fernando Henrique Cardoso, Henri Philippe Reichstul – que
era
vice-presidente do American Express quando foi nomeado, e hoje continua
sua carreira de testa de ferro na Brazil Renewable Energy Company, um
grupo de negocistas estrangeiros que se dedica a especular com o etanol,
comprando usinas e terras brasileiras.
O fato mais notório da gestão de Reichstul na Petrobrás, certamente, foi
O fato mais notório da gestão de Reichstul na Petrobrás, certamente, foi
sua tentativa de mudar o nome da empresa para Petrobrax, porque
“assim é
mais fácil internacionalizar a empresa”. Além disso, ele,
literalmente,
esquartejou a Petrobrás (dividiu-a em várias unidades
separadas –
pode-se adivinhar com que intenção). Em sua administração,
houve o
rompimento de um oleoduto em Morretes, no Paraná, uma inundação
de
petróleo na Baía da Guanabara, e, além do afundamento da
P-36 em 2001,
houve o emborcamento da P-34 em 2002, que por pouco
não redunda em um
desastre das proporções do anterior.
As investigações sobre o que aconteceu com a P-36 ficaram a cargo da
As investigações sobre o que aconteceu com a P-36 ficaram a cargo da
Agência Nacional do Petróleo (ANP), que tinha como diretor-geral
o então
genro de Fernando Henrique, David Zylbersztajn, o mesmo que
declarou
aos executivos das multinacionais de petróleo, em janeiro de
1998: “o
petróleo é vosso”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário