sábado, 17 de maio de 2014

separando alhos de bugalhos como é bom ter memoria ,,,,,,pena é que muitos se esquecem rápido demais ,, isto é o nosso BRASIL

PORQUE A PLATAFORMA P-36 DA PETROBRAS AFUNDOU NO DESGOVERNO DE FHC

Uma boa pauta para o senador Tasso Jereissati e seu partido 
PSDB começar a investigar na CPI da Petrobrax e dar uma
 explicação ao povo brasileiro.No dia 15 de março de 2001, no 
Campo de Roncador, na Bacia de Campos, pouco depois da meia-noite uma
 explosão sacudiu a maior plataforma petrolífera do mundo, a P-36, estacionada 
a 130 Km da costa e capaz de extrair, por dia, 180 mil barris de petróleo e 7,2
 milhões de metros cúbicos de gás natural. No momento em que começou a
 tragédia, a P-36 extraía petróleo de seis poços – o que era uma pequena parte de
 sua capacidade: ela estava em Roncador para extrair petróleo de 28 poços ao
 mesmo tempo.

Dezessete minutos depois da primeira explosão, outra, e mais violenta, abalou a
 plataforma, matando 11 trabalhadores da Petrobrás que, heroicamente, tentavam
 salvar a P-36. Cinco dias depois, no dia 20 de março de 2001, a maior
 plataforma petrolífera do mundo – que custou US$ 350 milhões – afundou,
 submergindo a uma profundidade de 1.200 metros, levando junto 1.500 toneladas
 de petróleo.

Por que ela afundou? Como pôde a maior plataforma do mundo ter afundado 
 em cinco dias, deixando filhos sem pai e mulheres sem marido, homens que,
 como aqueles do poema de Pessoa, não tinham a alma pequena? Ninguém
 foi responsável por esse crime?

O presidente da Petrobrás na época era um daqueles típicos intrujões do
 governo Fernando Henrique Cardoso, Henri Philippe Reichstul – que 
era vice-presidente do American Express quando foi nomeado, e hoje continua 
 sua carreira de testa de ferro na Brazil Renewable Energy Company, um
 grupo de negocistas estrangeiros que se dedica a especular com o etanol,
 comprando usinas e terras brasileiras.

O fato mais notório da gestão de Reichstul na Petrobrás, certamente, foi 
 sua tentativa de mudar o nome da empresa para Petrobrax, porque
 “assim é mais fácil internacionalizar a empresa”. Além disso, ele,
 literalmente, esquartejou a Petrobrás (dividiu-a em várias unidades
 separadas – pode-se adivinhar com que intenção). Em sua administração, 
houve o rompimento de um oleoduto em Morretes, no Paraná, uma inundação
 de petróleo na Baía da Guanabara, e, além do afundamento da
 P-36 em 2001, houve o emborcamento da P-34 em 2002, que por pouco 
não redunda em um desastre das proporções do anterior.

As investigações sobre o que aconteceu com a P-36 ficaram a cargo da
 Agência Nacional do Petróleo (ANP), que tinha como diretor-geral
 o então genro de Fernando Henrique, David Zylbersztajn, o mesmo que
 declarou aos executivos das multinacionais de petróleo, em janeiro de 
1998: “o petróleo é vosso”.

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