sábado, 1 de junho de 2013


OS DOIS LADOS DO ISLÃ

Entenda a diferença entre

 sunitas e xiitas

Saiba o que divide e no que acreditam as duas principais etnias árabes

No ano em que morreu o profeta Maómé, em 632, seus seguidores 
árabes se dividiram em dois grupos que divergiam sobre quem deveria 
herdar seu posto.
O grupo majoritário, hoje conhecido como sunitas, defendia que o sogro
 de Maomé, Abu Bakr, deveria ser o sucessor do profeta. Outros, em
 menor número, afirmavam que cabia a Ali, primo e genro de Maomé,
 a missão de levar adiante a obra do profeta. Esse grupo deu origem aos xiitas.
Ali chegou a ocupar o posto de sucessor, mas, pouco tempo depois, os 
partidários de Abu Bakr acabaram vencendo a disputa. Porém, a 
verdadeira separação entre os grupos foi consolidada em 680, quando
 o filho de Ali, Hussein, foi assassinado por tropas sunitas na região
 de Karbala (atual Iraque).
Desde então, os sunitas continuaram a monopolizar o poder político,
 enquanto os xiitas passaram a viver nas sombras, esperando a chegada
 do 12° discípulo, descendente direto de Ali, para guiá-los. Com o tempo
 as divergências religiosas entre os dois grupos aumentaram.
Hoje, todos os 1,6 bilhões de islâmicos do mundo concordam que Alá 
é o único deus e Maomé seu mensageiro. Eles compartilham o mesmo 
livro sagrado, O Corão, e praticam os mesmos rituais religiosos. Mas a
 forma de professar a fé difere entre  sunitas e xiitas. Enquanto os sunitas 
se baseiam apenas em sua fé e nos rituais ensinados pelo profeta, os xiitas
 enxergam seu aiatolá como um reflexo de deus na Terra. Enquanto os
 sunitas acusam os xiitas de heresia, estes afirmam que os dogmas sunitas 
levam a ditaduras extremistas.
Apesar disso, entre os dois grupos nunca houve uma guerra na escala da
 Guerra dos Trinta Anos, onde conflitos entre diferentes grupos cristãos 
ceifaram milhares de vidas na Europa do século XVII. Na maioria das 
vezes, os dois grupos coexistem pacificamente. Isso porque, cientes de 
sua minoria, os xiitas preferem evitar o enfrentamento.

fonte OPINÃO &  NOTICIA

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