sábado, 1 de junho de 2013


ESPIONAGEM INDUSTRIAL

A espionagem cibernética

 está se tornando maior e menos empolgante

Pistas sugerem um círculo de espiões que rouba segredos por encomenda – 

sendo que os governos são apenas um tipo de cliente

As grandes empresas que perdem dados para ciber-espiões em geral sabem 
de quem é a culpa. “Eles sempre são chineses”, afirma Snorre Fagerland da 
Norman Shark, uma empresa de segurança de Oslo. No entanto, em 20 de
 maio a empresa revelou que um ataque recente contra a Telenor, uma 
empresa de telecomunicação norueguesa e uma das maiores operadoras 
de telefonia móvel do mundo, provavelmente partiu da Índia. Embora o 
sul da Ásia abrigue diversos encrenqueiros, afirma Fargeland, ninguém
 havia pegado hacker indianos em flagrante em um ataque tão bem planejado.
O ataque da Telenor é apenas um de vários que os especialistas em 
segurança estão atribuindo a um único grupo indiano cujo nome
 provisório é HangOver. A maioria dos outros ataques foram voltados
 contra o Paquistão. Desde 2010 esses hackers têm escondido programas
 prejudiciais em documentos que supostamente contêm segredos do 
governo indiano, cujo objetivo presumido é infectar sistemas dos serviços
 de inteligência ou militares paquistaneses. Os grupos separatistas dentro 
da Índia também foram alvo de tais ataques.
O escopo está se alargando. Em 14 de maio um pesquisador presente
 em uma conferência de direitos humanos, a Oslo Freedom Forum,
 encontrou malware criado pela mesma gangue escondido no laptop 
de um ativista anticorrupção angolano (o programa estava capturando
 imagens da tela).
Embora trivial em si, esse arquivo passou despercebido pelas defesas 
geralmente robustas da Apple. Assim como a Telenor, o grupo parece
 ter desferido ataques contra empresas em mais de dez países, de setores
 tão diversos como mineração, automobilístico e hoteleiro. Tais pistas 
sugerem um círculo de espiões que rouba segredos por encomenda – 
sendo que os governos são apenas um tipo de cliente.
Outros hackers também estão ficando mais arrojados. A Mandiant, uma
 empresa de segurança, afirmou nesse mês que havia impedido o ataque
 de grupos iranianos contra alvos americanos. Um pico de ataques de
 ciber-espionagem de origem norte-coreana foi detectado por especialistas 
de segurança em abril. É o caso de perguntar se os hacktivistas sírios que 
recentemente sequestraram os perfis de redes sociais de diversos veículos 
ocidentais (inclusive o do Financial Times) coletaram dados à medida que 
avançaram com os ataques.

FONTE OPINIÃO &  NOTICIA

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