quinta-feira, 2 de abril de 2020

TRAGEDIA EQUATORIANA

Golpistas espalham a morte
Política 
neoliberal de
 Moreno 
transforma
 Equador em cemitério
 gigante
A política do traidor Lenin Moreno está conduzindo o povo equatoriano à morte, com corpos sendo jogados nas ruas das cidades
lenin-moreno
Em outubro de 2019, o Equador foi o epicentro de 
gigantescos protestos populares na América Latina,
 que rapidamente se expandiram para outros países
 do continente, como Chile, Bolívia, Uruguai, Haiti e
 outros. Acuado pelas massivas jornadas de luta 
dos trabalhadores e das massas populares, que
 diariamente ocupavam as ruas da capital equatoriana, 
Quito, o governo direitista do reacionário Lenin 
Moreno bateu em retirada, transferindo o centro
 administrativo do País para a cidade de Guayaquil,
 a segunda mais importante do Equador.
Nesta mesma cidade (Guayaquil), neste momento, 
o cenário que se apresenta não é de protesto ou
 qualquer ouro evento, mas algo horripilante,
 macabro, cenas de filme terror traduzidas em pura 
realidade, o exato oposto de uma 
ficção. As ruas da importante cidade equatoriana 
estão ocupadas por cadáveres, corpos de seres
 humanos mortos, vítimas da COVID-19, a doença
 provocada pelo coronavírus. Há relatos que dão
 conta da permanência de corpos nas ruas por 72 
horas, sem que haja qualquer intervenção do Estado,
 das autoridades sanitárias do País para recolhê-los.
Dados oficiais (obviamente subnotificados) registram
 oficialmente 2.302 casos confirmados e 79 mortes
 de Covid-19. No entanto, “as ruas de cidades como
 Guayaquil revelam que os números ultrapassam 
os anunciados, em cenário de terror de um país 
latino-americano que mostra ter perdido a guerra 
contra o coronavírus” (Portal GGN, 01/04). Já houve
 casos em que os familiares tiveram que aguardar
 por até cinco dias para que as os corpos fossem 
retirados das ruas. Somente na última semana de 
março, Guayaquil recolheu 300 corpos que estavam
 nas ruas da cidade. Uma barbárie completa e total.
Como vem ocorrendo em quase todos os países do
 continente, submetidos à política de ataques do grande
 capital e do imperialismo, o Equador vem sendo
 submetido a um duro programa de cortes e restrições
 orçamentárias aos serviços públicos, onde a saúde 
e outras necessidades básicas da população foram 
simplesmente liquidadas, com os recursos sendo
 transferidos para os grandes grupos privados, 
controlados pela grandes corporações capitalistas.
 “De acordo com a Organização Sindical Nacional 
Única dos Trabalhadores do Ministério da Saúde
 Pública (Osuntramsa), em 2019, como parte do 
Plano de Prosperidade 2018-2021 e do Plano de
 Otimização da Função Executiva, mais de 2.500 
trabalhadores do setor de saúde foram demitidos” 
(Sputnik, 31/03). 
Os protestos do ano passado no País andino foram 
motivados pela escandalosa situação de miséria 
social e pobreza das massas populares, esmagadas
 pela política de destruição do seus direitos e
 conquistas, perpetradas pelo governo pró-imperialista
 de Lenin Moreno, que golpeou seu antecessor, Rafael
 Correa (de quem era vice), se prostrando aos ditames
 da Casa Branca.
O resultado desta política é o que se vê hoje nas ruas
 do País, onde os cadáveres se amontoam às dezenas.
 A saúde pública do Equador está liquidada, colapsada,
 onde há relatos de pacientes em tratamento dividindo 
o mesmo corredor com corpos que estão ficando ali 
mesmo, nas unidades hospitalares, à espera de remoção
 para os cemitérios.
A crise sanitária desencadeada pela epidemia do vírus 
coloca o Brasil em uma situação que não é muito diferente
 dos nossos vizinhos de continente. As condições sanitárias
 do País, agravadas pela enorme miséria social existente
 nas grandes cidades brasileiras, que também estão com
 seus sistemas de saúde liquidados pela política de ataques
 e destruição, onde os recursos que deveriam ser aplicados
 na saúde pública, na contratação de profissionais, médicos,
 enfermeiros e outros, são drenados para os planos privados 
controlados pelas máfias capitalistas que lucram com a 
doença, a pobreza e o desespero da população explorada
 e desassistida.
Em todos os países do continente, assolados pela crise 
econômica e agora pela veloz disseminação da epidemia 
mundial, as massas populares devem intervir no cenário 
de crise com uma política própria, um programa que 
contemple a luta por seus interesses próprios, imediatos,
 que supere a política de colaboração de classes com a
 burguesia e todas as suas variáveis, nacionalistas, 
social-democratas, reformistas, etc.
Não há outra alternativa, ou os corpos continuarão
 expostos e amontoados nas ruas das grandes cidades 
da América Latina.
-de-moreno-transforma-equador-em-cemiterio-gigante/?fbclid=IwAR2sSI9RWDC7UttAjIIWX_G9WM8iUO-fmj4vlo8JMRPslmgGpmk60PTEXUo#.XoWxGSaYvaQ.facebook




Se o povo soubessem o que está por vir,estaria implorando pelo aumento da quarentena.
Equador,a situação
saiu do controle.
Gil Fonseca

Nenhum comentário:

Postar um comentário