terça-feira, 1 de maio de 2018

FRANÇA

Brasileiros pró-Lula

 participam do 1° de maio 

em Paris

Brasileiros participaram do desfile do 1° de maio em Paris, pedindo alibertaçéao do ex-presidente Lula.RFI/Adriana Brandão
O tradicional ato do 1° de maio em Paris, que neste ano
 preferiu celebrar “a 
solidariedade internacional dos trabalhadores” ao
 invés do
 “Dia do Trabalho”, reuniu milhares de pessoas. Entre 
a multidão,
 um grupo de brasileiros, empunhando bandeiras
 verde-amarelas
 e cartazes com a foto de Lula, denunciava a situação 
no Brasil 
e pedia a libertação do ex-presidente.













 que frearam o avanço do cortejo da Praça da Bastilha até a Praça da Itália,
o ambiente era festivo. A participação brasileira no desfile parisiense
 do 1° de maio foi organizada, entre outros, pelo Comitê de Solidariedade
 a Lula e à democracia no Brasil, pelo Núcleo do PT em Paris, pelo
 coletivo Alerta França-Brasil e pelo Comitê Internacional pela Anulação 
do Impeachment. A iniciativa também contou com o apoio de coletivos 
latino-americanos e partidos de esquerda franceses, como a França
 Insubmissa e o PCF.
Segundo os organizadores, cerca de 50 brasileiros integravam o grupo
, formado por uma centena de pessoas. Eles afirmam que Lula é
 “um prisioneiro político” e denunciam sua condenação por corrupção 
como uma “aberração jurídica”, que visa impedir o petista de “participar 
das eleições presidenciais.” O atual governo Temer também foi alvo
 de críticas.
A historiadora Carla Sanfelice, do Núcleo do PT de Paris, lembra que 
há convergência de luta com os trabalhadores da França: “como os
 franceses lutamos contra as leis neoliberais que estão modificando
 toda a legislação trabalhista e que estão destruindo a democracia.
A prova maior é o caso da prisão de Lula, sem provas e em condição 
de isolamento”.
Os manifestantes em Paris pedem, neste 1° de maio, o fim do "golpe de Estado" no Brasil, iniciado com o impeachment da presidente Dilma Rousseff em agosto de 2016.RFI/Adriana Brandão
Franceses preocupados com a situação no Brasil
O bloco “Lula livre” chamou a atenção dos outros manifestantes que
 paravam para tirar fotos. A argentina Melisa Chali, que mora em Paris
 há 20 anos e participava do desfile com a filha e o marido, disse à RFI
 que “está preocupada com a situação do Brasil e com a prisão de Lula”
. O francês Laurent Benichu considera “inaceitável a prisão de 
uma pessoa como Lula”. Ele acredita que o fato “integra uma revolução
 neoliberal violenta” e compara a atual situação brasileira “ao golpe no 
Chile”, em 1973.
 desfile do 1° de maio, denunciando o retrocesso da democracia no
 Brasil. A produtora cultural Rebeca Lang, do Comitê Internacional pela
 Anulação do Impeachment-Paris, ressalta que ”a situação brasileira se
 agrava cada vez mais (…) O golpe de Estado começou a ser instalado
era evitar que o povo reelegesse mais uma vez o Partido dos 
Trabalhadores, que é o partido que polarizou todos os sonhos da esquerda
 brasileira de inclusão social.”
As organizadoras salientam que a mobilização internacional é importante
 para romper a “censura mediática no Brasil que é muito grande.” E a 
mobilização vai continuar o tempo que for necessário, garantem. Outras
 manifestações já estão previstas em Paris nos dias 3, 12 e 19 de maio.
http://br.rfi.fr/franca/20180501-brasileiros-pro-lula-participam
-do-1-de-maio-em-paris

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