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Governos europeus não aceitam

Governos europeus não aceitam
negociar com Temer
34 deputados do parlamento europeu já avisaram: não aceitam
negociar qualquer acordo com o Brasil ou com o Mercosul
enquanto não for restabelecida a plena democracia no País
Da Agência Sputnik Brasil - O eurodeputado Xavier Benito, do partido
espanhol Podemos, enviou uma carta assinada por mais de 30
parlamentares do bloco à Alta Representante da União Europeia
(UE) para Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, para que
Bruxelas não negocie o acordo comercial com o Mercosul
enquanto o presidente interino Michel Temer estiver no poder.
"O acordo comercial com o Mercosul", diz o documento, citado pela
"O acordo comercial com o Mercosul", diz o documento, citado pela
agência EFE, "não só se limita a bens industriais ou agrícolas, mas
inclui outros afastados como serviços, licitação pública ou
propriedade intelectual. Por isso, é extremamente necessário que
todos os atores implicados nas negociações tenham a máxima
legitimidade democrática: a das urnas".
Benito, que também atua como primeiro vice-presidente da delegação
Benito, que também atua como primeiro vice-presidente da delegação
do Parlamento Europeu para as relações com o Mercosul,
questiona a "legitimidade democrática necessária para um assunto
desta magnitude".
"O mandato de Dilma Rousseff só pode ser mudado mediante o
"O mandato de Dilma Rousseff só pode ser mudado mediante o
único método democraticamente aceitável: as eleições", afirma a
carta, acrescentando que os eurodeputados compartilham "a preocupação
expressada também pelo secretário-geral da Organização dos Estados
Americanos (OEA) e pela Unasul sobre a severa situação na qual
Dilma Rousseff foi condenada por um Congresso doente de
corrupção e claramente orientado por obscuras intenções".
"É necessário suspender as negociações entre a UE e o Mercosul
"É necessário suspender as negociações entre a UE e o Mercosul
já que tal acordo comercial não deveria ser negociado com o
atual governo brasileiro", conclui o documento, exortando
Bruxelas a dar "seu total apoio e envolvimento para o restabelecimento
da ordem democrática no Brasil".
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