segunda-feira, 30 de maio de 2016

UM POUQUINHO DE UM PAIS CHAMADO BRAZIL VERGONHA NACIONAL E VERGONHA INTERNACIONAL FORA GOLPISTAS FORA QUADRILHEIROS



STF abre

 processo 

contra 

Takayama

 por desvio 

de dinheiro

Procuradoria afirma que há

 indícios de crime

 no pagamento de salários

 para funcionários 

do antigo gabinete dele na

 Assembleia Legislativa


Hidekazu Takayama: defesa de deputado federal paranaense
 alega que assessores não precisam atuar apenas na atividade parlamentar



STF abre processo contra Takayama por desvio de dinheiro

1 / 1
Veja de que modo o esquema gafanhoto funcionava

Os ministros do Supremo Tribunal
 Federal (STF) decidiram ontem
 por unanimidade abrir processo
criminal contra o deputado federa
l do Paraná Hidekazu Takayama
(PSC) por suposto desvio de
verbas públicas. A denúncia
 contra o deputado envolve a
contratação de funcionários
 fantasmas na época em que
era deputado estadual, no
escândalo que ficou conhecido
 como “caso gafanhoto”. Se
Takayama for condenado, a
pena pode chegar a 12 anos
de prisão.
De acordo com a denúncia
formulada pelo procurador-geral
da República, Roberto Gurgel,
 Takayama, que exerceu
 mandato na Assembleia Legislativa
entre 1996 e 2002, teria usado
12 servidores de seu gabinete
para atividades pessoais. No
entendimento do Ministério
 Público Federal (MPF), os
funcionários recebiam salários
 do Legislativo paranaense
, mas prestavam serviços
pessoais para Takayama.
“O réu indicou para ocuparem
 cargos em comissão na
 Assembleia uma série de
 pessoas que, posteriormente
 se verificou, trabalharam
privativamente para ele, ou em
 sua residência ou num estúdio
 onde ele montava uma série
 de eventos relacionados ao fato
 de ser um pastor evangélico”,
 afirmou a vice-procuradora-geral
da República, Deborah Duprat
, du­­rante a sessão de ontem no
plenário do STF.
O ministro José Antônio Dias
Toffoli, relator da ação, destacou
 alguns depoimentos citados na
 denúncia, que corre em segredo
de Justiça. Toffoli exemplificou o
 caso de um funcionário da
Assem­­­bleia que, em depoimento,
 alegou que trabalhava por apenas
 uma hora no gabinete de Takayama
e que depois produzia vídeos para
o deputado. Para o ministro,
 “os de­­­­poimentos
 e documentos
 juntados no
 inquérito indicam
materialidade de
crime e indícios
 suficientes para abertura de ação penal”.
Na denúncia, a procuradoria destaca que a quebra de sigilo bancário autorizado pela Justiça revela que os salários dos funcionários de Takayama eram depositados numa única conta bancária, levantando assim a suspeita de desvio de dinheiro. Não há provas, no entanto, de que Takayama tenha ficado com os vencimentos dos funcionários. Mas, para a procuradoria, “ele permitiu que outrem o fizesse” – o que também configura crime de peculato.
A prática de depositar salários de diversos servidores numa única conta bancária passou a ser investigada pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal do Paraná em 2003 e ficou conhecida como “esquema gafanhoto” (veja infográfico). Ta­­­kayama começou a ser investigado pelo Supremo em outubro de 2007 – quase quatro anos atrás. Como desde 2003 o deputado paranaense exerce o mandato na Câmara Federal, o processo penal vai tramitar no STF em função do foro privilegiado.
Publicidade
Investigação
Takayama não é o único político no rol de investigados pela PF no esquema gafanhoto. Na lista de investigados constam atuais e ex-deputados estaduais e prefeitos, além de outras autoridades. Três delegados federais do Paraná se dividiram para investigar 74 contas bancárias que receberam salários de diversos funcionários. A estratégia da PF é cruzar dados bancários com o depoimento dos funcionários. A Gazeta 

Nenhum comentário:

Postar um comentário