domingo, 25 de março de 2012

NOSSAS HOMENAGENS AO SAUDOSO E TALENTOSO CHICO ANYSIO

O humorista Chico Anysio representa o "Professor Raimundo", no programa televisivo "Escolinha do Professor Raimundo", transmitido pela Rede Globo, na capital paulista

 O humorista, ator e diretor Chico Anysio morreu no início da tarde de
 sexta-feira,p.p 23/3, aos 80 anos, no Rio de Janeiro. Desde 2009, quando
teve pneumonia, o ator estava com a saúde debilitada e passava por longos
períodos de internação em hospitais no Rio. Em agosto daquele ano, Chico
 teve uma hemorragia digestiva e sofreu uma operação para a retirada de
 parte do intestino grosso. Também em 2010, o humorista foi submetido
a uma angioplastia.

Após um período de três meses de internação no começo de 2011, quando
apresentou febre e respirou com a ajuda de aparelhos, Chico voltou às
gravações do programa humorístico "Zorra Total" (Rede Globo), em abril,
 para um quadro com a personagem Salomé, em que "conversava" com
 a presidente Dilma Rousseff. Em entrevista ao "Fantástico", na ocasião
 das comemorações de seus 80 anos, afirmou que gostaria de renovar
seu contrato com a emissora por mais 20 anos. No entanto, em novembro,
 voltou a ser internado, devido a uma infecção urinária.

Durante a carreira, Chico Anysio criou 209 personagens que ficaram
 conhecidos nacionalmente, via televisão desde os anos 60, em
programas como "Chico Anysio Show", "Chico City" e "Chico Total".
 Em mais de 40 anos no ar, passando por redes como a TV Rio, Tupi,
 Excelsior e Globo, os programas eram variações em torno de um mesmo
conceito: quadros humorísticos estrelados por Chico e seus personagens
 (e bordões) que ficaram marcantes no imaginário brasileiro. Eram figuras
como o Professor Raimundo ("E o salário, ó..."), o futebolista estrábico
 Coalhada ("Depois eles dizem que o Coalhada é isso, que o Colhada é
 aquilo"), o ator e apresentador de talk-show Alberto Roberto ("Eu sou
 um símbolo sesqual"); o vampiro brasileiro Bento Carneiro ("Minha
vingança sará maligna") e o suposto funcionário da Globo Bozó ("Eu trabalho
na Globo, tá legal?"), entre inúmeros outros.

Em biografia no seu site oficial, Chico fala sobre a origem de seus personagens:
"(...) os tiro da vida, do que meus olhos vêem nas calçadas, nos campos de
 futebol, nas estúdios, nas casas que frequento, nos restaurantes. O mundo
 é minha inspiração".

Chico trabalhou com os principais pioneiros da televisão ou do humor no
 Brasil, como Grande Otelo (1915-1993), Oscarito (1906-1970), Dercy
Gonçalves (1907-2008), Dias Gomes (1922-1999), Walter Clark (1936-
1997) e Daniel Filho, 74, entre outros. Com o suporte de José Bonifácio de
 Oliveira Sobrinho, o Boni, um dos responsáveis pela formatação da Rede
 Globo nos anos 60, Chico iniciou seu período de maior popularidade na televisão.

A partir de 1997, quando Boni foi perdendo espaço na emissora (ele sairia
em 2001), o humorista também começou a aparecer menos na televisão.
Durante os anos 2000, eram constantes em jornais e revistas as entrevistas
 contundentes de Chico, em que reclamava sobre o ostracismo. Críticos, no
entanto, diziam que seu estilo de humor estava envelhecido. A mistura de
 humor e jornalismo do "Casseta & Planeta Urgente" (Globo) tinha mais destaque.

Apesar de ser mais conhecido pelo trabalho como humorista, Chico também
 teve uma carreira como ator, compositor, roteirista, diretor e radialista.
 "Como ator de cinema atuei em algumas chanchadas, sempre fazendo
 pequenos papéis, porque não tinha tempo, vivia ocupadíssimo", escreveu
 Chico em seu site. "Passei boa parte da minha vida enfurnado na televisão,
 fazendo shows e escrevendo livros."

Como roteirista, sua estreia foi em "O Primo do Cangaceiro" (1955), de
 Mário Brasini (1921-1997), e, ainda no universo da chanchada, trabalhou
com J.B. Tanko (1906-1993) e Carlos Manga, também como ator. Entre
os anos 70 e 90, fez atuações esporádicas, em filmes como "O Doce Esporte
 do Sexo" (1971), do irmão Zelito Viana; "Tanga - Deu no New York Times"
 (1987), do cartunista Henfil (1944-1988); e "Tieta do Agreste" (1997), de
Cacá Diegues, em que interpretou Zé Esteves, o pai avarento da personagem
de Sônia Braga. Mais recentemente, atuou em "Se Eu Fosse Você 2" (2009),
a quarta maior bilheteria do cinema brasileiro, e "Uma Professora Muito
Maluquinha" (2010).

Menos lembrado é seu trabalho como compositor para grandes nomes da
 música brasileira. Escreveu "A Fia de Chico Brito", sucesso de 1956 de
 Dolores Duran (1930-1959). Com João Roberto Kelly, compôs "Rancho
 da Praça Onze", gravada por Dalva de Oliveira (1917-1972) em 1965; na
 voz de Jair Rodrigues, 72, viu "A Família", feita em parceria com Ary Toledo,
 74, ganhar o terceiro lugar pelo júri popular no 4º Festival de Música
 Brasileira da TV Record. Chico também aproveitou o sucesso na televisão
para se aventurar na música. Em 1974, lançou "Baiano e os Novos Caetanos",
em parceria com Arnaud Rodrigues; o disco aproveitava os personagens que
Chico criara com sucesso
naquela década, que parodiava Caetano Veloso e o conjunto Novos Baianos.

O humor chegou cedo na vida de Chico Anysio.

Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho nasceu em 12 de abril de 1931
 em Maranguape, município da região metropolitana de Fortaleza, Ceará.
Filho de Francisco Anysio de Oliveira Paula e Haydee Viana, Chico tinha
 mais três irmãos: o produtor e diretor Zelito Viana, 73, a atriz e comediante
 Lupe Gigliotti (1927-2010) e o produtor, compositor e engenheiro Elano
de Paula, 88.

O pai do humorista era dono de uma empresa de ônibus, o que garantiu
à família uma boa condição financeira. Costumava ser chamado de
 "coronel". A situação mudou quando perderam tudo em um incêndio
 na garagem dos ônibus. Com oito anos de idade na ocasião, Chico e
 a família foram tentar a vida no Rio de Janeiro. Quando adolescente,
 o comediante sonhava em ser jogador de futebol ou advogado criminalista.

Sua entrada no mundo artístico começou quase por acaso quando, em
1947, ainda adolescente, acompanhou a irmã Lupe para um teste na Rádio
Guanabara. Foi aprovado como rádio-ator e locutor (neste, ficou em
segundo lugar; o primeiro foi para Silvio Santos). Chico exercia várias
 funções, como redator, e fazia também imitações de personalidades da
 época, como o comediante Oscarito (1906-1970) e o ator americano
 James Cagney (1899-1986). O humorista começava a demonstrar seu
talento para a interpretação de vários personagens, que se tornou sua
 marca. Quando a rádio entrou no ramo do humor, Chico começou a
 dirigir programas, mas ainda não atuava. Passou ainda pela Rádio
 Clube Pernambuco e pela Rádio Clube do Brasil.

Nos anos 50, apadrinhado pelo humorista e jornalista Haroldo Barbosa
(1915-1979), Chico foi trabalhar na rádio "Mayrink Veiga". A dupla
 criaria o personagem mais famoso do humorista, o Professor Raimundo.
 O sucesso lhe garantiria uma versão televisiva em 1957, no programa
 "Noites Cariocas" (TV Rio). Nos anos 90, já na Rede Globo,
 "A Escolinha do Professor Raimundo" alcançaria altos índices de
 audiência, até ser reduzido a um quadro do programa "Zorra Total"
 e, em seguida, extinto, em 2001.

Na vida amorosa, Chico teve uma vida agitada. Foram seis parceiras,
entre elas a cantora e ex-Frenéticas Regina Chaves, 62, com que teve
 o filho Cícero; a atriz Rose Rondelli (1934-2005), mãe de Nizo Neto
 (o Seu Pitolomeu, da "Escolinha") e Rico Rondelli; a atriz Nancy
 Wanderley (1927-2008), mãe de Lug de Paula (o Seu Boneco da
 "Escolinha"); a ex-modelo e atriz Alcione Mazzeo, 60, com quem
 teve Bruno Mazzeo (ator e um dos roteiristas do maior sucesso do
 cinema brasileiro de 2011, "Cilada.com"). Em 1992, o humorista
 causou espanto nacional ao se casar com Zélia Cardoso de Mello,
a ministra da Fazenda do governo Fernando Collor, com quem teve
 os filhos Rodrigo e Vitória. Sua companheira mais recente era a
empresária Malga di Paula, com quem estava desde 2001 e não
 teve filhos. Chico ainda tinha um filho adotivo, o humorista André
 Lucas (o Seu Aranha, da "Escolinha"). Com uma ampla família ligada
ao mundo artístico, Chico ainda era tio do ator Marcos Palmeira e
 da atriz Cininha de Paula.

OUR TALENTED AND TRIBUTE to the late Chico Anysio

The comedian, actor and director Chico Anysio died early afternoon

 
Friday, 23/3 at age 80, in Rio de Janeiro. Since 2009, whenhad pneumonia, the actor was in poor health and spent a longperiods of stay in hospitals in Rio in August of that year, Chico

 
had a gastrointestinal bleeding and underwent an operation for removal of

 
of the large intestine. Also in 2010, the comedian was submittedthe angioplasty.


After a period of three months of hospitalization in early 2011, whenpresented with fever and breathed with the help of machines, Chico returned torecordings of the television comedy "Zorra Total" (Globo TV) in April

 
for a picture with the character Salome, in which "talk" with

 
the President Rousseff. In an interview with "Fantasy" at the time

 
the celebration of its 80 years, said he would like to renewhis contract with the station for over 20 years. However, in November,

 
was again hospitalized due to a urinary tract infection.


During his career, Chico Anysio created 209 characters left

 
nationally known, via television since the 60s inprograms as "Chico Anysio Show," "Chico City" and "Total Chico."

 
In more than 40 years on the air, through networks such as TV Rio, Tupi,

 
Excelsior and Globe, the programs were variations on the sameconcept: skits starring Chico and its characters

 
(And fillers) that were marked in the Brazilian imagination. Figures wereas Professor Raymond ("And the pay, oh ..."), the footballer squint

 
Curd ("Then they say that the curd is this, that is Colhada

 
that "), actor and talk-show Roberto Alberto (" I'm

 
sesqual a symbol "), the vampire Brazilian Benedict Carneiro (" MyRevenge will warn evil ") and the alleged employee of Globe Bozo (" I workthe Globe, okay? "), among many others.


In the biography on his official website, Chico talks about the origin of his characters:"(...) The fire of life, what my eyes see the sidewalks, in the fields of

 
Soccer in the studio, I go to the homes, in restaurants. The world

 
is my inspiration. "


Chico worked with leading pioneers of the television or mood

 
Brazil, like Grande Otelo (1915-1993), Oscarito (1906-1970), DercyGonçalves (1907-2008), Dias Gomes (1922-1999), Walter Clark (1936 -1997) and Daniel Son, 74, among others. With the support of Jose Bonifacio de

 
Oliveira Sobrinho, the Boni, one of those responsible for formatting the Network

 
Globe in 60 years, Chico began its period of greatest popularity on TV.


Since 1997, when Boni was falling behind in the station (it would2001), the comedian also began to appear less on television.During the 2000s, were listed in newspapers and magazines interviews

 
scathing of Chico, which complained about the ostracism. Critical in theHowever, saying that his style of humor was aged. The mixture of

 
humor and journalism "Casseta & Urgent Planet" (Globe) had more focus.


Although best known for his work as a humorist, Chico also

 
had a career as an actor, composer, writer, director and broadcaster.

 
"As a film actor acted in some popular movies, always making

 
small roles, because he had no time, busy living, "wrote

 
Chico on your site. "I spent most of my life holed up on television,

 
playing shows and writing books. "


As a writer, his debut was in "The Cousin of the Bandit" (1955),

 
Mario Brasini (1921-1997), and also in the realm of slapstick, workedwith JB Tanko (1906-1993) and Charles Manga, also as an actor. Betweenthe 70 and 90, made sporadic performances in films like "The Sweet Sport

 
of Sex "(1971), brother Zelito Viana," Tanga - gave the New York Times "

 
(1987), the cartoonist Henfil (1944-1988) and "Tieta the Wasteland" (1997),Carlos Diegues, where he played Joe Esteves, the avaricious father's characterSonia Braga. More recently starred in "If I Were You 2" (2009),the fourth highest grossing film in Brazil, and "A Very ProfessorSilly "(2010).


Less remembered is his work as a composer for big names

 
Brazilian music. He wrote "The FIA ​​Chico Brito," the success of 1956

 
Dolores Duran (1930-1959). With John Robert Kelly, wrote "Rancho

 
Square of the Eleven, "recorded by Dalva de Oliveira (1917-1972) in 1965; in

 
Voice of Jair Rodrigues, 72, saw "The Family", made in partnership with Ary Toledo,

 
74, winning the third place by the jury at the 4th Festival of Music

 
Brazilian TV Record. Chico also enjoyed success on televisionto venture into the music. In 1974, he released "Baiano and New Caetanos"in partnership with Arnaud Rodrigues, the disk enjoyed the charactersChico created successfullythat decade, which parodied Caetano Veloso and the whole Bahian News.


The humor came early in the life of Chico Anysio.


Anysio Francisco Paula de Oliveira was born on April 12, 1931

 
in Marazion, county metropolitan region of Fortaleza, Ceará.Son of Francis Anysio Paula de Oliveira and Viana Haydee, Chico had

 
three brothers: the producer and director Zelito Viana, 73, actress and comedian

 
Lupe Gigliotti (1927-2010) and the producer, composer and engineer ElanoPaula, 88.


The comedian's father owned a bus company, which guaranteedthe family a good financial condition. It used to be called

 
"Colonel." The situation changed when they lost everything in a fire

 
the bus garage. With eight years old at the time, and Chico

 
the family were trying life in Rio de Janeiro. As a teenager,

 
comedian dreamed of becoming a football player or a criminal lawyer.


His entrance into the art world began almost by chance when, in1947, as a teenager, he accompanied his sister Lupe to audition at RadioGuanabara. Was approved as a radio actor and announcer (in this, wasSecondly, the first went to Silvio Santos). Chico exercised several

 
functions, as editor, and also made imitations of personalities

 
time, as the comedian Oscarito (1906-1970) American actor and

 
James Cagney (1899-1986). The comedian began to demonstrate theirtalent for interpreting various characters, who became his

 
brand. When the radio went into the business mood, Chico began

 
driving programs, but not yet acted. Went further by Radio

 
Pernambuco Club and the Radio Club of Brazil.


In the 50s, sponsored by comedian and journalist Haroldo Barbosa(1915-1979), Chico was working in radio, "Veiga Mayrink." The double

 
create the character's most famous comedian, Professor Raimundo.

 
The success would guarantee a television version in 1957, the program

 
"Nights Cariocas" (Rio TV). In the 90 years since the Rede Globo,

 
"The Reality of Professor Raimundo" achieve high levels of

 
hearing, to be reduced to a framework of "Zorra Total"

 
and then quenched, 2001.


In love life, Chico has had a busy life. There were six partners,among them the singer and former frantic Regina Clark, 62, that had

 
Cicero's son, the actress Rose Rondelli (1934-2005), mother of Nizo Neto

 
(His Pitolomeu, the "Reality") and Rico Rondelli, actress Nancy

 
Wanderley (1927-2008), mother of Lug de Paula (of His Snowman

 
"Reality"), the former model and actress Alcione Mazzeo, 60, who

 
Bruno Mazzeo had (an actor and writer of the most successful

 
Brazilian films of 2011, "Cilada.com"). In 1992, comedian

 
National stunned when he married Zelia Cardoso de Mello,Minister of Finance of the government of Fernando Collor, who had

 
sons Rodrigo and Victoria. His partner was the most recententrepreneur Malga di Paula, who since 2001 was not

 
had children. Chico also had an adopted son, comedian Andrew

 
Lucas (Bra Spider, the "Reality"). With a large family connectedthe art world, Chico was still Uncle of actor Marcos Palmeira and

 
Cininha actress Paula.

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