terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

LÍBIA SITUAÇÃO SITUAÇÃO PREOCUPANTE....




Protestos de oposicionistas na Líbia



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Roma - A associação Ninguém Toque em Caim criticou hoje as relações
 entre Itália e Líbia, que recentemente assinaram um acordo de cooperação
 bilateral, e denunciou a condição dos imigrantes ilegais mantidos presos na
 Líbia com a ajuda financeira italiana.

"Esperamos que o ministro das Relações Exteriores, Franco Frattini,
 na audiência sobre o tratado Itália-Líbia que acontecerá hoje no Senado,
 fale sobre as condições dos imigrantes nos centros de 'acolhimento'
 presentes em território líbio e financiados pela Itália", pediu a organização.

Os membros da Ninguém Toque em Caim denunciaram

"a situação de ao menos três centros de detenção para
 migrantes na Líbia, mantidos com fundos italianos, em 
que as violações dos direitos humanos são sistemáticas".

"Não foram somente as organizações que defendem os direitos 
humanos ou os jornalistas que puderam visitar a Líbia que confirmaram
 os abusos", protestam os membros da associação, ressaltando que
 o ex-diretor do SISDE (serviço secreto italiano) Mario Mori, declarou
 em 2005 que na Líbia, "os clandestinos são presos como cães, colocados
 em furgões e liberados em centros de 'acolhimento', onde os vigias
 para entrar devem colocar lenços na boca por causa do mau odor".

Segundo Ninguém Toque em Caim, a "Líbia já obteve nos últimos anos,
 graças à lei n. 271 de 2004, ajudas para construir ao menos três centros
 de detenção para migrantes, onde acontecem repetidas violações dos
 direitos dos migrantes".

Para o secretário da organização, Sergio D'Elia, "o problema mais grave é
 que a Itália não condicionou estas ajudas ao respeito dos direitos humanos
 fundamentais e das regras mínimas internacionais para a prisão nas
 estruturas de detenção".

Nos últimos dias, os deputados e senadores ligados à organização 
questionaram o premier, e os ministros do Interior e do Exterior da
 Itália sobre a questão da Líbia e dos centros de "acolhimento".




  São Paulo Brasil
 O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, condenou na segunda-feira a repressão a manifestantes na Líbia e disse que um avião com brasileiros está aguardando autorização para deixar a cidade de Benghazi com destino à capital Trípoli.

"O Brasil repudia atos de violência contra manifestantes desarmados e vemos com grande preocupação os desenvolvimentos na Líbia. Parece que alcançaram um padrão de violência absolutamente inaceitável", disse Patriota em entrevista coletiva em São Paulo.

Na esteira das manifestações que derrubaram os presidentes da Tunísia e do Egito recentemente, os protestos chegaram à Líbia, onde as manifestações populares exigem o fim do governo de Muammar Gaddafi, há mais de 40 anos no poder.

Na segunda-feira, os protestos atingiram a capital Trípoli pela primeira vez e, segundo relatos de testemunhas, dezenas de pessoas morreram em confrontos com as forças de segurança.

Segundo o ministro, 123 brasileiros aguardam autorização para que um avião decole de Benghazi para Trípoli, mas nem todos querem deixar a Líbia.

Patriota afirmou que o secretário-geral do Itamaraty, Rui Nogueira, se reuniria com o embaixador da Líbia em Brasília para "transmitir nosso firme interesse que possa ser autorizado o quanto antes esse transporte".

Além disso, outros 30 brasileiros estão em conversação com portugueses em Benghazi para deixar a cidade. O Brasil também está em contato com outros países em situação semelhante, em particular com Portugal, para discutir uma eventual ação conjunta.

Apesar da turbulência em Trípoli, o plano de levar os brasileiros para a capital do país está mantido. O chanceler disse, no entanto, que dependendo da evolução dos acontecimentos poderão surgir "outros planos", sem dar mais detalhes.

Questionado se o Brasil poderia dar asilo político a Gaddafi, o ministro disse que "não há fundamento algum nesta notícia". Patriota acrescentou que a questão não se coloca porque não houve uma solicitação formal do governo líbio.   

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