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sexta-feira, 28 de setembro de 2012
DICAS DE SAUDE
As farinhas podem ser encontradas prontas em lojas de produtos naturais
Foto: Getty Images
Foto: Getty Images
Quer perder peso fácil, fácil? Invista naquela parte das frutas que você
geralmente joga no lixo. "A casca de algumas frutas tem propriedades
nutritivas tão benéficas quanto a polpa, com uma vantagem: ela se
transforma em farinhas que ajudam a emagrecer", diz a nutróloga
Sylvana Braga, autora de Dieta Ortomolecular (ed. Novo Século).
A farinha pode ser extraída de frutas como uva vermelha, banana verde
A farinha pode ser extraída de frutas como uva vermelha, banana verde
, maracujá, laranja e maçã. Ela ajuda a perder peso porque forma um
bolo alimentar no estômago. Ou seja, você se sente cheia por mais
tempo e o cérebro entende que não precisa comer mais vezes.
Farinha poderosa
O ideal é consumir de duas a três colheres por dia, misturada aos
alimentos - como em saladas, iogurtes, no arroz, nas vitaminas de
frutas, no leite ou em pó antes das refeições.
Descubra como transformar a casca desses alimentos em farinha
Descubra como transformar a casca desses alimentos em farinha
e coloque em prática um cardápio que vai ajudá-la a perder até 4
quilos em 20 dias.
Faça a farinha em casa mesmo!
Transforme a casca das frutas em uma poderosa farinha emagrecedora e
não gaste dinheiro para emagrecer!
1. Higienize Deixe as frutas de molho por 15 minutos em 1 litro de água com 1 colher
1. Higienize Deixe as frutas de molho por 15 minutos em 1 litro de água com 1 colher
(sopa) de água sanitária. Depois, lave-as em água corrente.
2. Leve-as ao forno
As cascas grandes, como do maracujá e da laranja, devem ser cortadas
2. Leve-as ao forno
As cascas grandes, como do maracujá e da laranja, devem ser cortadas
em tiras. A uva deve ser seca inteira. Leve as cascas das frutas ao forno
por cerca de meia hora ou até que elas estejam bem secas.
3. Virando farinha
Após esfriar, bata as cascas no liquidificador até virarem farinha. Peneire
3. Virando farinha
Após esfriar, bata as cascas no liquidificador até virarem farinha. Peneire
e guarde. Consuma em um mês.
Benefícios das farinhas de fruta emagrecedoras
Consuma as farinhas em saladas, iogurtes, vitaminas de frutas, no arroz,
no leite ou em sucos. Veja o benefício de cada fruta
- Uva vermelha
Antioxidante natural que evita problemas cardíacos e diminui o mau colesterol.
- Banana verde
Auxilia no emagrecimento e no bom funcionamento geral do organismo.
- Maracujá
Rica em pectina, que bloqueia a absorção de gordura pelo intestino
- Uva vermelha
Antioxidante natural que evita problemas cardíacos e diminui o mau colesterol.
- Banana verde
Auxilia no emagrecimento e no bom funcionamento geral do organismo.
- Maracujá
Rica em pectina, que bloqueia a absorção de gordura pelo intestino
. Isso ajuda a combater o mau colesterol.
- Maçã Reduz o colesterol e os triglicérides, além de aumentar a sensação de
- Maçã Reduz o colesterol e os triglicérides, além de aumentar a sensação de
saciedade e reduzir a fome.
- Laranja
Rica em fibras naturais, reduz o apetite, regula o funcionamento do intestino
- Laranja
Rica em fibras naturais, reduz o apetite, regula o funcionamento do intestino
e diminui o colesterol.
ELEIÇÕES 2012
Tolerância zero e Forças
Armadas no Rio de Janeiro
A partir deste domingo, 30, forças federais serão enviadas para a cidade do
Rio para garantir o processo eleitoral
As Forças Armadas serão responsáveis por implementar e manter um
esquema de segurança especial durante toda a semana da eleição no Rio de
Janeiro. Já a partir deste domingo, 30, soldados serão enviados para a cidade
para garantir o processo eleitoral em alguns pontos comandados por milícias
e pelo tráfico de drogas.
A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 27, pelo Tribunal Superior Eleitoral.
A presidente do TSE, Cármen Lúcia Antunes Rocha, ressaltou que o TRE do
Rio e o governo do estado concordam com o reforço na segurança da cidade.
Crime de desobediência
Outros municípios do estado do Rio de Janeiro também terão sua segurança
reforçada por forças federais no dia 7 de outubro, incluindo Cabo Frio,
Itaboraí, Campos, Magé, São Gonçalo, Rio das Ostras e Macaé.
Na semana passada, o presidente do TRE do Rio, Luiz Zveiter, afirmou que
neste ano haverá tolerância zero nas eleições, ressaltando que os eleitores
que não cumprirem as normas estipuladas para os locais de votação, como a
não utilização de celular na cabine de votação e boca de urna, serão presos,
assim como os mesários que não reprimirem tais atitudes. Os infratores vão
responder por crime de desobediência.
Caro leitor, você acha que a presença das Forças Armadas na
cidade do Rio de Janeiro é válida para garantir o processo
eleitoral? O que você acha da política de “tolerância zero”
anunciada pelo TRE-RJ?
fonte
OPINIÃO&NOTICIA
TENDÊNCIAS E DEBATES
Brasil caminha para ser
uma República pentecostal?
Processos eleitorais brasileiros parecem cada vez mais influenciados
por um credo que já representa um segmento de 22% da população brasileira, e subindo
por Hugo Souza
Começou na última terça-feira, 25, e vai até este domingo, 30, na cidade de
São Paulo, no centro de eventos do Anhembi, a Expo Cristã, o maior evento
internacional de produtos e serviços para cristãos que existe atualmente.
Lá estão desde o fenômeno da música gospel Aline Barros, até o fenômeno,
digamos, de Jesus-business Josias Messias, que deu uma palestra sobre como
um negócio pode prosperar a partir do momento em que se permite deixar
a excelência de Deus agir, passando por Fernando Haddad.
Fernando Haddad? Sim, o candidato do PT à prefeitura de São Paulo que
ora leva uma surra de Celso Russomanno, do PRB (partido controlado pela
Igreja Universal do Reino de Deus), nas pesquisas de intenção de voto.
A campanha de Haddad o colocou para entregar santinhos — sem trocadilho —
na Expo Cristã, com direito a estande e tudo, depois que se constatou que o
PT errou a mão no trato com os evangélicos logo na cidade com o maior
número de templos evangélicos em todo o país, o que teria ajudado
Russomanno a se consolidar junto aos rebanhos de seitas pentecostais.
O dia em que evangélico votar só em evangélico…
O que assuntou os petistas paulistas e os fez dar meia volta no sentido
do altar — logo depois de o próprio Haddad ter feito duras críticas à mistura
de religião com política — foi uma constatação que saiu da última pesquisa
Ibope sobre as eleições na capital paulista. Segundo o Ibope, uma em
cada cinco pessoas que tradicionalmente votam no PT é evangélica e,
entre esses eleitores, 42% hoje declaram voto em Russomanno.
Números como esses, ou seja, estatísticas do jogo eleitoral “contaminadas
” pelo fenômeno nada religioso, mais sim bem mundano, da proliferação
de igrejas pentecostais no Brasil, são cada vez mais comuns na conta
eleitoral dos partidos políticos que a cada dois anos se acotovelam pelo
país disputando a preferência dos eleitores nos três níveis da administração
pública. É cada vez maior a influência da religião nas estratégias eleitorais,
alianças partidárias e discursos dos candidatos a toda e qualquer estirpe de
cargo público eletivo.
Seria apenas mais uma tendência demográfica a chamar a atenção dos
marqueteiros de campanhas se os evangélicos não fossem muito, mas
muito mais politicamente atuantes — ainda que isso signifique usar a política
em favor de suas respectivas seitas e contabilidades — do que, por exemplo,
os católicos.
E assim, com candidatos não apenas adequando seu discurso ao gosto pentecostal,
mas também redigindo propostas de legislatura e programas de governo para
atender suas demandas — a campanha de Haddad se apressou a falar na
regularização dos prédios dos templos de São Paulo –, a democracia brasileira
se vê hoje às voltas com eleições um tanto teocráticas, em grande parte balizadas
por um credo multifacetado que já representa um segmento de 22% da população
brasileira, e subindo.
Banner de pastor-candidato no altar
Como disse recentemente o vereador Carlos Apolinário (DEM), membro da bancada evangélica da Câmara de São Paulo, “o dia em que evangélico votar só em evangélico vamos fazer metade da Câmara e colocar um presidente no 2º turno das eleições”.
Se o Irã é um Estado islâmico e Israel é um Estado judeu, talvez o Brasil já esteja trilhando o caminho para se tornar uma República pentecostal, com direito a, quem sabe, sentenças de expiação vociferadas por eloquentes pastores suando de calor e raiva em seus distintos ternos e gravatas, com seus múltiplos microfones e diante do púlpito, a quem ousar discorrer sobre a natureza duvidosa do seu evangelho altamente monetizado e partidarizado.
Só a cidade de São Paulo tem 15 líderes religiosos evangélicos concorrendo à Câmara Municipal. Um deles, o pastor Everson Marcos, candidato pelo PSDB, botou tudo na ponta do lápis: ele pretende visitar 400 igrejas até o fim da campanha visando arrebanhar 160 votos em cada uma delas (ainda que a legislação proíba a campanha eleitoral em templos), o que lhe renderia algo em torno de 64 mil votos, o suficiente para que ele seja eleito.
E que dizer da notícia que chega da cidade de Itapetinga, no Piauí? Lá, um pastor-candidato chamado Valcilênio, do PT, mandou colocar um banner com o seu número eleitoral no altar da igreja de onde guia o seu rebanho — guia até as urnas.
Carlo leitor,
Você acha que, para um Estado laico, as eleições no Brasil estão demasiadamente, digamos, evangelizadas?
Você acha que a questão do “voto dos evangélicos”, com pastores candidatos ou feitos de cabos eleitorais, é uma versão benzida, por assim dizer, do voto de cabresto?
Corremos o risco de nos transformarmos em algo parecido com uma ‘República pentecostal’?
fonte
OPINIÃO&NOTICIA
Publicados os requisitos
operacionais conjuntos para
o míssil superfície-ar de média
altura para a FAB, EB e MB
por Fernando "Nunão" De Martini
Em 5 de setembro, no mesmo dia em que foram publicados os
requisitos para um helicóptero de treinamento para as três Forças
(clique aqui para ver matéria sobre o assunto), foram publicados também no
Diário Oficial da União os Requisitos Operacionais Conjuntos (ROC) para um
míssil superfície-ar de média altura, também para as três Forças. Abaixo,
segue o texto completo, para facilitar a leitura e o debate do assunto pelos leitores.
PORTARIA NORMATIVA Nº 2.385/MD, DE 5 DE SETEMBRO DE 2012
Dispõe sobre o estabelecimento de Requisitos Operacionais Conjuntos (ROC)
para os produtos de defesa comuns às Forças Armadas e suas aquisições.
O MINISTRO DE ESTADO DA DEFESA, no uso das atribuições que lhe confere
o inciso I do parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal, o Decreto no
6.703, de 18 de dezembro de 2008, e o disposto no inciso XVII do art. 1o do
Anexo I do Decreton no 7.364, de 23 de novembro de 2010, resolve:
Art. 1º Ficam aprovados os Requisitos Operacionais Conjuntos (ROC) das
Forças Armadas anexos a esta Portaria Normativa.
Art. 2º As aquisições do Sistema de Míssil Superfície-Ar de Média Altura, que
trata esta Portaria Normativa, serão realizadas pelas respectivas Forças e
coordenadas pelo Ministério da Defesa.
Art. 3º Esta Portaria Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
CELSO AMORIM
ANEXO
REQUISITOS OPERACIONAIS CONJUNTOS (ROC) PARA O SISTEMA
DE MÍSSIL SUPERFÍCIE-AR DE MÉDIA ALTURA DAS FORÇAS ARMADAS
(ROC Nº 02/2012)
TÍTULO
SISTEMA DE MÍSSIL SUPERFÍCIE-AR DE MÉDIA ALTURA DAS
FORÇAS ARMADAS
DESCRIÇÃO DOS REQUISITOS
Os requisitos a seguir foram obtidos pela consolidação das características
operacionais e técnicas comuns de emprego das três Forças Armadas
, constantes em suas documentações orientadoras e normativas, após reuniões
coordenadas pela Comissão de Logística Militar (COMLOG), realizadas no
Ministério da Defesa, em 2012.
Os requisitos estão divididos em absolutos, desejáveis e complementares.
Os absolutos são obrigatórios no Sistema de Míssil Superfície-Ar de Média
Altura das Forças Armadas. Os desejáveis, não obrigatórios, devem ser
buscados pelo incremento da operacionalidade e os complementares, não
obrigatórios ou desejáveis, valorizam a melhor escolha.
I) Absolutos (RA)
1) Interfaces com Sistemas Externos
1.1) deve possuir Interface de Coordenação com os meios de Comando e
Controle (C²) da Marinha do Brasil (MB), do Exército Brasileiro (EB) e da
Força Aérea Brasileira (FAB).
1.2) deve possuir Interface de Coordenação e Controle com os meios de
Defesa Aeroespacial (D Aepc) das Forças Armadas (FA) brasileiras.
2) Função Vigiar o Espaço Aéreo
2.1) deve realizar a Vigilância do Espaço Aéreo (Esp Ae), fazendo uso de
seus Sist Ct Alr e Sensor de Busca (Sns Bsc) do Sist A, para detectar ameaças
em todas as combinações das seguintes condições:
a. tanto durante o dia quanto à noite.
b. tanto com a atmosfera limpa quanto nublada.
c. em ambientes com presença de fumígenos ou fumaça.
d. para sistemas instalados em navios, em condições de mar até 6 (seis)
da escala Beaufort.
e. tanto na presença de um ou mais dos seguintes fenômenos meteorológicos
: vento, nuvens, chuva, descargas elétricas e nevoeiros, quanto sem estes fenômenos.
f. em ambiente de Guerra Eletrônica e Guerra Cibernética.
3) Função Coordenar o Emprego
3.1) deve coordenar com a FAB, por meio da Interface de Coordenação, o emprego
de seus meios Antiaéreos (AAe) ao detectar uma ameaça Aeroespacial (Aepc)
localizada em faixa do Esp Ae destinada à aviação de interceptação e à AAAe de
Média Altura (Me Altu).
3.2) deve coordenar o emprego de seus meios AAe, ao detectar uma ameaça
Aepc localizada em faixa do Esp Ae destinada a outros elementos, integrantes
dos demais Sit Op das Forças Singulares.
3.3) deve coordenar, por meio da Interface de Coordenação, o emprego de
seus meios de Baixa (Bx) e Me Altu, ao detectar uma ameaça Aepc que esteja em
faixa do Esp Ae destinada à AAAe.
4) Função Controlar o Emprego
4.1) deve controlar o emprego de seus meios AAe, por meio da Interface de
Controle, ao detectar uma ameaça Aepc que esteja em faixa do Esp Ae destinada
à AAAe Me Altu.
4.2) deve ter o emprego de seus meios controlado pelo Centro de Operações de
D Aepc, seja na Zona do Interior (ZI) ou na Zona de Combate (ZC), para o
engajamento de uma ameaça Aepc, que esteja em faixa do Esp Ae destinada
à AAAe Me Altu, quando acionado por esse Centro.
5) Função Identificar Ameaças
5.1) deve identificar uma ameaça Aepc como amiga ou inimiga, fazendo o uso
do Sist Ct Alr e Sns Bsc do Sist A, em tempo não superior a 20 (vinte) segundos
após a detecção da ameaça.
5.2) deve identificar uma ameaça Aepc como amiga ou inimiga, com seus meios
orgânicos, ao detectar uma ameaça Aepc que esteja dentro de seu volume de
responsabilidade (VRDA Ae).
6) Função Engajar Ameaças
6.1) deve engajar ameaças com seus meios orgânicos, ao detectar uma ameaça
Aepc que esteja dentro de seu volume de responsabilidade.
6.2) deve engajar ameaças com seus meios orgânicos, ao ser acionado pelo
alocador de armas do COpM (ZI e Op NG) ou do COAT da FAC (TO).
7) Função Relatar Ação Hostil
7.1) deve ter a capacidade de produzir e transmitir Relatórios de Engajamento
de Artilharia Antiaérea (ARTIREL) ao OCOAM, com jurisdição sobre a área de incidência.
8) Requisitos de Interfaces Externas
8.1) Interface de Coordenação e Controle
Deve possuir protocolos compatíveis com os meios de Comando e Controle (C²) das FA.
8.2) Requisitos de Integração
Deve possuir protocolos compatíveis que permitam a mútua integração dos Sist Ct Alr, Sist A, Sist Com e Sist Log, em todos os seus escalões.
8.3) Requisitos Ambientais
a) os meios orgânicos do Sistema armazenados devem manter as suas condições ideais, para satisfazer as especificações contidas nos requisitos específicos das FA, quando submetidos a uma faixa de variação de temperatura, de umidade, de pressão, de salinidade, de choque mecânico, de vibração, de radiações e de interferência eletromagnética e de fungos, de acordo com as condições determinadas em seus Manuais.
b) os meios orgânicos do Sistema transportados nas aeronaves C-130 ou KC-390 da FAB devem manter as suas condições ideais, para satisfazer as especificações contidas nos requisitos específicos das FA, quando submetidos a uma faixa de variação de temperatura, de umidade, de pressão, de choque mecânico, de vibração, de radiação e interferência eletromagnética, de acordo com as condições determinadas em seus Manuais Técnicos, no ambiente operacional.
c) os meios orgânicos do Sistema em deslocamento terrestre devem manter as suas condições ideais, para satisfazer as especificações contidas nos requisitos específicos das FA, quando submetidos a uma faixa de variação de temperatura, de umidade, de pressão, de precipitação pluviométrica, de salinidade, de choque mecânico, de vibração, de radiação e de interferência eletromagnética, no ambiente operacional.
d) os meios orgânicos do Sistema em deslocamento marítimo devem manter as condições ideais, para satisfazer as especificações contidas nos requisitos específicos das FA, quando submetidos a uma faixa de variação de temperatura, de umidade, de pressão, de precipitação pluviométrica, de salinidade, de choque mecânico, de vibração, de radiação e de interferência eletromagnética, no ambiente operacional.
e) os meios orgânicos do Sistema em deslocamento fluvial devem manter as condições ideais, para satisfazer as especificações contidas nos requisitos específicos das FA, quando submetidos a uma faixa de variação de temperatura, de umidade, de pressão, de precipitação pluviométrica, de salinidade, de choque mecânico, de vibração, de radiação e de interferência eletromagnética, no ambiente operacional.
f) os meios orgânicos do Sistema em operação devem manter as condições ideais, para satisfazer as especificações contidas nos requisitos específicos das FA, quando submetidos a uma faixa de variação de temperatura, de umidade, de pressão, de precipitação pluviométrica, de salinidade, de radiação e de interferência eletromagnética, no ambiente operacional.
8.4) Recursos Externos
Os meios orgânicos do Sistema de Míssil Superfície-Ar de Média Altura +- devem ser alimentados por fonte de energia elétrica, com frequência variando de 50 (cinquenta) Hz a 60 (sessenta) Hz, bem como tensão variando de 127 (cento e vinte e sete) Volts a 220 (duzentos e vinte) Volts, conforme legislação em vigor, estabelecendo variações de tensão e frequência máximas permitidas para consumidores comerciais de energia elétrica, além dos recursos internos provenientes dos grupos geradores, como alternativa.
8.5) Função Engajar Alvos
b) o Sistema deve engajar, com efetividade, ameaças aeroespaciais em um envelope mínimo de 30.000 (trinta mil) metros de alcance horizontal e entre 30 (trinta) metros a 15.000 (quinze mil) metros de alcance vertical.
c) o Sistema deve engajar no mínimo 4 (quatro) alvos simultaneamente na zona de emprego do sistema.
d) o Sistema deve possuir probabilidade de neutralização do alvo (PKILL) de 80% (oitenta por cento) no mínimo, consideradas as ameaças aeroespaciais e os limites estabelecidos no requisito absoluto 8.5, letra b.
f) o Sistema deve fornecer manuais técnicos e demais fontes de consulta no idioma inglês, quando não disponível no idioma português.
II) Desejáveis (RD)
1) deve controlar em vôo no mínimo 8 (oito) mísseis simultaneamente, na zona de emprego do sistema.
2) deve possuir capacidade para engajamento de ameaças aeroespaciais em 360º (trezentos e sessenta graus), sem a necessidade de movimentar a sua plataforma.
3) deve apresentar condições de mobilidade que permitam seu posicionamento nas áreas de atuação, utilizando apenas um reboque ou viatura sobre rodas para sua movimentação, no caso de plataformas terrestres.
4) deve prover alvos aéreos compatíveis com os parâmetros técnicos de treinamento real do sistema.
5) deve possuir condições que permitam seu posicionamento e transporte como “carga externa”, a ser realizada em helicóptero para transporte de carga (ex.: Eurocopter 725).
6) deve possuir vida útil mínima de 20 (vinte) anos, incluindo as devidas revitalizações (middle age update).
7) deve possibilitar a sua utilização em veículos fabricados no Brasil, como plataformas do Sistema Antiaéreo, no caso de plataformas terrestres.
8) deve fornecer manuais técnicos e demais fontes de consulta no idioma português.
9) deve oferecer enlaces alternativos para estabelecer Comando e Controle (C2) entre os componentes do Sistema Antiaéreo, tais como: cabos de fibra ótica, antenas de micro-ondas, dentre outros, no caso de plataformas terrestres.
10) deve permitir operação remota do radar de vigilância/ busca e em posição protegida, a fim de evitar o engajamento por armamento ar-solo antirradiação.
DEFESA AÉREA BRASILEIRA REFORMULADA PARA A COPA DO MUNDO
Artilharia antiaérea é pré-requisito dos comitês internacionais
que organizam a Copa do Mundo e a Olimpíada, competições
esportivas que serão sediadas pelo Brasil em 2014 e 2016,
respectivamente. O sistema de defesa, capaz de prevenir e
impedir ataques aéreos realizados por aeronaves ou aviões
não tripulados, é um dos pontos fracos do Exército.
O G1 publica, ao longo da semana, uma série de reportagens
sobre a situação do Exército brasileiro quatro anos após o lançamento
da Estratégia Nacional de Defesa (END), decreto assinado pelo
ex-presidente Lula que prevê o reequipamento das Forças Armadas.
Foram ouvidos oficiais e praças das mais diversas patentes -
da ativa e da reserva -, além de historiadores, professores e
especialistas em segurança e defesa. O balanço mostra o que está
previsto e o que já foi feito em relação a fronteiras, defesa cibernética,
artilharia antiaérea, proteção da Amazônia, defesa de estruturas
estratégicas, ações de segurança pública, desenvolvimento de
mísseis, atuação em missões de paz, ações antiterrorismo, entre
outros pontos considerados fundamentais pelos militares.
Com mais de 35 anos, as armas brasileiras são de tecnologia
Com mais de 35 anos, as armas brasileiras são de tecnologia
ultrapassada e não possuem potencial de alcance a média altitude,
entre 3 km e 15 km, podendo atingir apenas alvos encontrados a
uma distância inferior. É possível ter ideia da levando em conta que
todos os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)
têm capacidade de abate antiaéreo à média altura.
O reaparelhamento do setor antiaéreo do Brasil é uma das prioridades
O reaparelhamento do setor antiaéreo do Brasil é uma das prioridades
da Estratégia Nacional de Defesa, que determina que o país adquira a
capacidade de operar artilharia antiaérea a média altura.
“O material que temos é bastante defasado tecnologicamente. Os
anhões entraram em operação no Brasil em 1977, mas funcionam
ainda, embora com dificuldade de manutenção. Também temos outros
canhões que foram fabricados pela Avibras, uma empresa brasileira,
e que começaram a operar em 1985. Também é um material bastante
antigo”, diz o general Marcio Roland Heise, que comanda a artilharia
antiaérea brasileira.
“O problema que temos com a manutenção dos canhões e com os
equipamentos de direção de tiro é que, como são antigos, é difícil
achar peças para reposição. Mas isso não impede o nosso uso”,
acrescenta o general.
Roland Heise explica por que o Brasil ficou tanto tempo com essa
Roland Heise explica por que o Brasil ficou tanto tempo com essa
defasagem. “Temos sempre que priorizar o que é mais importante
quando há dificuldades no orçamento. Como os recursos são restritos,
as dificuldades foram sendo sempre colocadas. Foi priorizado o que o
Exército julgou, ao longo dos anos, o mais importante”, afirma.
“Agora estamos trabalhando na recuperação. Vamos lutar para
que seja eficiente novamente”, completa.
saiba mais
Os misseis e canhões que o Brasil possui atingem uma altitude
de até 3 km de altitude e podem ser disparados de um raio de
até 4 km. Conforme o Livro Branco, documento que detalha a
política de defesa nacional, a tropa conta com 702 canhões,
de vários tipos, a maioria adquiridos no final dos anos 70 e no
início dos anos 80. O documento não divulga quantidade de
mísseis que o Brasil tem.
Em setembro de 2009, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez,
comprou 300 unidades de mísseis Igla, de alta tecnologia, da Rússia,
assustando os militares brasileiros. Cada um deles custa US$ 80 mil
. O comandante diz não poder informar quantos Igla o Brasil possui,
“por questões estratégicas”.
“Nossos vizinhos compram e colocam na imprensa. Mas nós não
divulgamos. Somos um país pacifista. Mas posso falar que temos
o suficiente”, afirma.
Durante a Rio+20, em junho, o Exército posicionou o armamento em
Durante a Rio+20, em junho, o Exército posicionou o armamento em
lugares isolados ao redor do Rio Centro, com a missão de abater
qualquer aeronave ou explosivo que invadisse o espaço aéreo. Os
canhões ficaram escondidos dentro do Autódromo de Jacarepaguá, de
empresas ou em áreas abertas, como campos de futebol, para que a
população e os turistas não pudessem ver. Os canhões e os mísseis
não precisaram ser usados.
Em 2014, o general garante que o Brasil não vai passar vergonha.
Em 2014, o general garante que o Brasil não vai passar vergonha.
“Nós temos a pretensão de adquirir tudo o que precisamos até a Copa,
sim. O Exército está conduzindo um projeto para reformular material e
também conceitos de uso, buscando também a capacidade de alvo a
média altura. É o que queremos”, diz Heise.
Ao custo de R$ 2,354 bilhões, segundo o general Heise, a proposta
Ao custo de R$ 2,354 bilhões, segundo o general Heise, a proposta
para atualizar o sistema de defesa antiaérea começou em 2011. O estudo
de viabilidade está em fase de elaboração. Contudo, o Livro Branco estima
em R$ 859,4 milhões a previsão de investimentos na área até 2023. Os
militares levantaram mais de 4 mil especificações sobre que tipo de armas
, comunicações e logística desejam ter. Ao término do trabalho, será
apresentado em licitação o que o país precisa para se proteger diante
das “ameaças modernas”. Entre os interessados no contrato estão
fabricantes russas, francesas, israelenses e americanas.
“O projeto segue um cronograma de 10 anos para que possamos colocar
“O projeto segue um cronograma de 10 anos para que possamos colocar
todo o material em ordem. Isso demora, porque temos também que
capacitar o pessoal e fazer testes. Não adianta nada termos o
equipamento se ninguém sabe operá-lo”, diz o general. “Eu gostaria
de ter muita coisa, mas não temos todo o dinheiro do mundo para isso.
Eu queria ter a Ferrari, mas às vezes você só consegue comprar outro
carro, mesmo que não seja tão potente”.
O alcance de média altura, no entanto, está praticamente certo.
“A vantagem dessa tecnologia é podermos atuar também à
baixa altura de uma distância maior. Você pode até estar a
40 km do alvo e disparar”, diz.
equipe de defesa antiaérea (Foto: Divulgação)
Áreas estratégicas
Os grupos de defesa antiaérea do Brasil começaram a ser criados em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, e foram posicionados em áreas que preocupavam na época, como Rio de Janeiro, Praia Grande (SP), Caxias do Sul (RS) e Sete Lagoas (MG). O último grupo a ser criado foi o Brasília, que começou a ser estruturado em 1988 e é o melhor equipado, com a missão de defender o Palácio do Planalto.
“O posicionamento dos grupos atende interesse de proteção de estruturas estratégicas. Na Baixada Santista, há refinarias de petróleo. No Rio Grande do Sul, várias fábricas importantes no setor de defesa e também refinarias. Em Minas, temos outras indústrias de armas. Já no Rio, há plataformas de petróleo que devem ser defendidas ”, explica o general.
O Exército pretende construir pelo menos três novos grupos em áreas estratégicas, como na Usina Hidrelétrica de Itaipu, no Paraná, e na região amazônica, para proteger a selva e as hidrelétricas que estão sendo construídas. Outras áreas de interesse são aeroportos, portos e estações de transmissão.
Em todo grande evento internacional, a artilharia antiaérea é fundamental para defender chefes de estado e autoridades de ataques terroristas. Na Copa do Mundo, é uma das exigências da Fifa. Em 2010, a África do Sul teve de alugar os sistemas de radares e antimísseis de Israel para atender aos requisitos, ao custo de mais de R$ 1 bilhão.
Os grupos de defesa antiaérea do Brasil começaram a ser criados em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, e foram posicionados em áreas que preocupavam na época, como Rio de Janeiro, Praia Grande (SP), Caxias do Sul (RS) e Sete Lagoas (MG). O último grupo a ser criado foi o Brasília, que começou a ser estruturado em 1988 e é o melhor equipado, com a missão de defender o Palácio do Planalto.
“O posicionamento dos grupos atende interesse de proteção de estruturas estratégicas. Na Baixada Santista, há refinarias de petróleo. No Rio Grande do Sul, várias fábricas importantes no setor de defesa e também refinarias. Em Minas, temos outras indústrias de armas. Já no Rio, há plataformas de petróleo que devem ser defendidas ”, explica o general.
O Exército pretende construir pelo menos três novos grupos em áreas estratégicas, como na Usina Hidrelétrica de Itaipu, no Paraná, e na região amazônica, para proteger a selva e as hidrelétricas que estão sendo construídas. Outras áreas de interesse são aeroportos, portos e estações de transmissão.
Em todo grande evento internacional, a artilharia antiaérea é fundamental para defender chefes de estado e autoridades de ataques terroristas. Na Copa do Mundo, é uma das exigências da Fifa. Em 2010, a África do Sul teve de alugar os sistemas de radares e antimísseis de Israel para atender aos requisitos, ao custo de mais de R$ 1 bilhão.
Nos centros estratégicos do País, a estratégia de presença do Exército concorrerá para assegurar a capacidade de defesa antiaérea, em quantidade e em qualidade, sobretudo por meio de artilharia antiaérea de média altura."
Trecho da Estratégia Nacional de Defesa
Modo de atuação
A artilharia antiaérea funciona por meio de canhões e mísseis. No Brasil, dentre os canhões utilizados estão o Oerlinkon/Contraves 35 mm, de fabricação italiana e suíça, adquirido em 1977, e o sueco Bofors 40 mm. Já os mísseis são do tipo Igla, russos, e que são disparados por apenas um homem.
A artilharia antiaérea funciona por meio de canhões e mísseis. No Brasil, dentre os canhões utilizados estão o Oerlinkon/Contraves 35 mm, de fabricação italiana e suíça, adquirido em 1977, e o sueco Bofors 40 mm. Já os mísseis são do tipo Igla, russos, e que são disparados por apenas um homem.
Os mísseis têm validade de 10 anos e, quando estão para vencer, são usados em treinamento. A última leva chegou em 2011 – a quantidade comprada não é divulgada, mas os oficiais afirmam que é suficiente.
“Um ataque não ocorre do dia para a noite. Se houve uma crise, deslocamos pessoal e as armas para o local. Só atuamos sob ordem do Comando de Defesa Aeroespacial (Comdabra). Em tempos de paz, um tiro de abate depende da autorização da Presidência ou de alguém designado por ela”, diz.
“Um ataque não ocorre do dia para a noite. Se houve uma crise, deslocamos pessoal e as armas para o local. Só atuamos sob ordem do Comando de Defesa Aeroespacial (Comdabra). Em tempos de paz, um tiro de abate depende da autorização da Presidência ou de alguém designado por ela”, diz.
de Artilharia Antiaérea (Foto: Tahiane Stochero/G1)
Necessidades
Com velocidade de 1.200 km/h, os mísseis Igla são do tipo “atira e esquece”, seguem em direção do alvo guiados por infravermelho. Eles são mais empregados no abate de aeronaves. Os canhões requerem orientação por radar e cálculos de tiro, para que os explosivos acertem o alvo em determinada posição no futuro. Eles podem ser usados para derrubar drones (aviões não tripulados que recolhem informações e realizam ataques) ou helicópteros a baixa altitude.
Com velocidade de 1.200 km/h, os mísseis Igla são do tipo “atira e esquece”, seguem em direção do alvo guiados por infravermelho. Eles são mais empregados no abate de aeronaves. Os canhões requerem orientação por radar e cálculos de tiro, para que os explosivos acertem o alvo em determinada posição no futuro. Eles podem ser usados para derrubar drones (aviões não tripulados que recolhem informações e realizam ataques) ou helicópteros a baixa altitude.
“O Igla nos interessa em alguns tipos de emprego, pois é levado por um único homem e vem pronto, é fácil de transportar”, diz o general.
Dentre os equipamentos que a Brigada de Artilharia Antiaérea pretende adquirir até a Copa está a tecnologia de guiamento. “Algumas ameaças não possuem fonte de infravermelho suficiente para que o Igla possa interceptá-los. Precisamos de novos tipos de mísseis, que sejam capazes de se guiarem e perseguir a ameaça se ela fizer manobras para fugir”.
“Até hoje, nunca fizemos um disparo real. É uma responsabilidade e um risco muito grande, precisa ter certeza. Depois de disparado o míssil, não tem volta. Quando se abate uma aeronave, pessoas morrem. Em exercícios, simulamos isso. Mas, em uma operação de não-guerra, como Rio+20 e grandes competições, uma falha é inadmissível. Essa palavra não existe no dicionário da antiaérea”, afirma Heise.
Dentre os equipamentos que a Brigada de Artilharia Antiaérea pretende adquirir até a Copa está a tecnologia de guiamento. “Algumas ameaças não possuem fonte de infravermelho suficiente para que o Igla possa interceptá-los. Precisamos de novos tipos de mísseis, que sejam capazes de se guiarem e perseguir a ameaça se ela fizer manobras para fugir”.
“Até hoje, nunca fizemos um disparo real. É uma responsabilidade e um risco muito grande, precisa ter certeza. Depois de disparado o míssil, não tem volta. Quando se abate uma aeronave, pessoas morrem. Em exercícios, simulamos isso. Mas, em uma operação de não-guerra, como Rio+20 e grandes competições, uma falha é inadmissível. Essa palavra não existe no dicionário da antiaérea”, afirma Heise.
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