quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

UM POUQUINHO DE UM PAIS CHAMADO BRAZIL



PESQUISA 

COMPROVA QUE

 BRASIL É O 

PAÍS DO 

LATIFÚNDIO

Quase metade da área rural brasileira pertence a
 1% das propriedades do país, de acordo com o 
estudo inédito Terrenos da desigualdade: terra,
 agricultura e desigualdades no Brasil rural 
divulgado hoje (1º) pela organização não
 governamental (ONG) britânica Oxfam; os 
estabelecimentos rurais a partir de mil hectares 
(0,91%) concentram 45% de toda a área de
 produção agrícola, de gado e plantação florestal
1 DE DEZEMBRO DE 2016 ÀS 08:06 // RECEBA O 247 NO TELEGRAM Telegram



Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil

Quase metade da área rural brasileira pertence a 1% das
 propriedades do país, de acordo com o estudo inédito
 Terrenos da desigualdade: terra, agricultura e 
desigualdades no Brasil rural divulgado hoje (1º) pela 
organização não governamental (ONG) britânica Oxfam. 
Os estabelecimentos rurais a partir de mil hectares
 (0,91%) concentram 45% de toda a área de produção 
agrícola, de gado e plantação florestal.
Por outro lado, estabelecimentos com menos de 10
 hectares representam cerca de 47% do total das 
propriedades do país, mas ocupam menos de 2,3% da
 área rural total. Esses pequenos produtores produzem
 mais de 70% dos alimentos que chegam à mesa do
 brasileiro, já que as grandes monoculturas exportam
 a maior parte da produção
O estudo mostra a cidade de Correntina, na Bahia,
 como exemplo emblemático dessa realidade, onde 
os latifúndios ocupam 75,35% da área total dos
 estabelecimentos agropecuários. Nessa cidade, a 
pobreza atinge 45% da população rural e 31,8% da
 população geral. Os municípios com maior concentração
 de terra apresentam os menores índices de
 Desenvolvimento Humano e aqueles com a menor
 concentração tinham os melhores indicadores sociais. 
A diretora executiva da Oxfam Brasil, Katia Maia, 
explicou que a concentração de terra gera desigualdade
 em todos os setores vinculados à produção da terra.
“Quanto maior a concentração de terra, maior a
 concentração de investimento, de maquinário, que
 vai se expandindo para diferentes setores. A 
modernização da agricultura não demonstrou melhora 
na condição de vida da população”, comentou Katia.
 “Números preliminares mostram que os municípios 
com maior concentração têm nível maior de pobreza”.
As grandes propriedades rurais com mais de mil 
hectares concentram 43% do crédito rural, enquanto 
para 80% dos menores estabelecimentos esse 
percentual varia entre 13% e 23%.
A reforma agrária é fundamental para reverter o quadro,
 mas não basta, argumentou a diretora da ONG.
 “O governo pode assumir medidas e políticas no 
mundo rural para incentivar maior distribuição, 
especialmente na área de investimentos, apoio 
técnico e programas, como o Programa Nacional 
de Fortalecimento da Agricultura Familiar e o 
Programa Nacional de Alimentação Escolar”, acrescentou.
A concentração de terra também contribui para a
 incidência de trabalho escravo, alerta o estudo. De 
2003 a 2013, 82% das autuações do Ministério do
 Trabalho e Emprego por trabalho análogo ao de
 escravo ocorreram no oeste da Bahia, com grande
 concentração de terra. Somente em Correntina, 
249 trabalhadores foram encontrados nessas condições.
O estudo agrupou os municípios de acordo com a 
relevância agropecuária: 1% com maior concentração 
de terras, os 19% seguintes e os 80% restantes, 
com base no último Censo Agropecuário do Instituto
 Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de
 2006, e o IBGE Cidades, de 2010.
Dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma
 Agrária (Incra) indicam que 729 pessoas físicas e 
jurídicas se declaram proprietárias de imóveis rurais
 com dívidas à União de mais de R$ 50 milhões cada,
 aproximadamente R$ 200 bilhões. Esse grupo,
 segundo a pesquisa, tem propriedades de área 
suficiente para assentar quase 215 mil famílias, quase 
duas vezes o número de famílias que estão acampadas
 hoje no Brasil esperando por reforma agrária.
América Latina
A mesma realidade ocorre na América Latina, em que
 1% concentra 51,19% de toda a superfície agrícola
 da região. O dado está no relatório Terra, Poder e
 Desigualdade na América Latina, também divulgado
 hoje, que analisa o cenário de concentração das 
propriedades rurais em 15 países da região com base
 nos censos agropecuários locais.
O Brasil ocupa o quinto lugar no ranking da região
 do coeficiente de Gini - que mede a desigualdade na
 distribuição de terra, em que 0 corresponde à 
completa igualdade e 1 corresponde à completa 
desigualdade. A nota brasileira é 0,87. O Paraguai 
aparece com o pior índice de Gini (0,93), seguido do
 Chile (0,91) e da Venezuela e Colômbia (0,88), 
onde 0,4% das propriedades concentram mais de 
67% da terra produtiva.
Conflitos no campo
A modernização da agricultura e os assentamentos 
e demarcações de terras indígenas não foram capazes
 de aplacar os conflitos, que já mataram 2.262
 pessoas entre 1964 e 2010, de acordo com o estudo.
 A violência no campo pela disputa da terra ocasionou
 50 mortes no ano passado e 1.217 conflitos, segundo 
dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do 
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
 O Brasil está no topo da lista dos países onde mais 
ativistas ambientais e da terra foram mortos em 2015,
 segundo outra pesquisa divulgada em junho deste
 ano pela ONG Witness.
Os estados mais violentos são Rondônia e o Pará. No
 período, foram registrados momentos de pico, em 
especial na década de 80, quando aumentaram as 
mobilizações sociais e as lutas por terra, década 
que também marcou a fundação do Movimentos dos
 Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Um novo 
pico foi registrado durante o primeiro governo Lula, 
de 2003 a 2006. Apenas em 2003 ocorreram 496
 ocupações – em 2010 foram 180.
Incra
De acordo com o Instituto Nacional de Colonização e 
Reforma Agrária (Incra), mais de 1,3 milhão de famílias 
já foram assentadas desde o início do Programa 
Nacional de Reforma Agrária (PNRA). O programa 
foi criado em 1996. Ao todo, 977 mil famílias vivem
 atualmente em assentamentos e áreas reformadas.
As titulações estão sendo efetivadas, informou o 
instituto, por meio de trabalhos de revisão ocupacional
 em campo, “o que está sendo feito com maior
 expressão neste último bimestre do ano, a partir do
 desbloqueio de recursos destinados ao órgão”, diz 
a nota. “Todas as 30 superintendências estão 
mobilizadas neste sentido, já que foi estabelecida
 como meta a emissão de cerca de 70 mil títulos
 de propriedade até o fim do próximo ano”.
Ainda segundo o Incra, as metas para os próximos 
anos dependem da aprovação do orçamento a ser 
destinado à autarquia no início de 2017. O instituto 
ressaltou que o contingenciamento de gastos deste 
ano reduziu em cerca de 40% os recursos destinado
 à reforma agrária. Além disso, informou o Incra
, houve alteração de diretrizes e um passivo ocasionado 
pelo bloqueio determinado pelo Tribunal de Contas 
da União (TCU), que paralisou o acesso de famílias
 beneficiárias às políticas públicas asseguradas pelo 
Programa Nacional da Reforma Agrária.

UM POUQUINHO DE UM PAIS CHAMADO BRAZIL



Colunista do 247, Tereza Cruvinel 
é uma das mais 
respeitadas jornalistas políticas do País



Poderes duelam na beira do esbarrancado

A grande trombada entre os poderes, com potencial 
para uma ruptura institucional, deu mais um passo. O 
Congresso fez da pior forma o que poderia até ser bem 
compreendido pela população se feito de outro modo, 
com debate e transparência. A coalizão 
Judiciário/Ministério
 Público/Lava Jato também reagiu da pior forma,
 com
 ameaças chantagiosas, às mudanças no pacote 
anti-corrução, que incluíram a aprovação de
 emenda 
sobre abuso de autoridade. O procurador Deltan
 Dallagnol 
apelidou-a de “Lei da Intimidação do Judiciário e do Ministério 
Público”. Num repto a Michel Temer, os procuradores
 ameaçaram renunciar à Lava Jato caso a proposta seja 
aprovada pelo Senado e sancionada pelo presidente 
da 
República. Só se esquecem de uma coisa: vetos
 podem ser 
derrubados pelo Congresso e isso costuma acontecer 
quando
 o assunto é dar o troco. Ainda há ingredientes
 explosivos
 para serem colocados nesta crise mas em algum
 momento
 ela vai bater no muro.

No ponto crítico a que ela chegou hoje, a presidente 
do STF, 
Carmem Lucia, disparou contra o Congresso 
emitindo sinal
 verde para que os outros subissem o tom. Janot 
falou grosso, 
os da Lava Jato dispararam e do outro lado coube 
a Renan 
Calheiros, como não poderia deixar de ser,
 responder em
 nome do Congresso que preside: as dez medidas
 propostas
 pelo Ministério Público só poderiam ser aprovadas 
no
 fascismo, disse ele, acrescentando que o Congresso
 não
pode deliberar por pressão externa. Renan, Justiça seja
 feita, é quem tem defendido publicamente, com palavras
 francas, a necessidade de reequilibrar a balança entre os
 poderes que, ao longo dos meses e numa sequência de
 episódios, pendeu para o Judiciário, naturalizando uma
 supremacia que fere o princípio do equilíbrio e da 
equipotência entre os poderes. Tipificar o abuso de
 autoridade e estabelecer que magistrados e procuradores
 também respondam por crimes de responsabilidade
 funcionais só viraram anátema por conta da supremacia
 judiciária que foi se estabelecendo.

Já os deputados fizeram tudo do pior modo para eles mesmos.
 Inicialmente, aprovaram na íntegra as dez medidas do 
Ministério Público. Deram a impressão de engolir propostas
 que Renan associou ao fascismo, como a flexibilização
 do habeas corpus e a criação da figura do reportante do 
bem, medida que estimulará o dedurismo recompensado,
 adubando a semente do estado policial. Ou o confisco 
alargado dos bens de um investigado, mesmo não estando provado
 a conexão com um crime de corrupção. Foi ingenuidade dos 
procuradores acreditar que o Congresso iria permitir a 
criminalização dos partidos políticos e a perda de registro por
 envolvimento de seus dirigentes em delitos. Os partidos não 
são indivíduos, pelo contrário, representam uma massa de
 filiados e eleitores que não podem responder por atos dos 
dirigentes. Eles que sejam punidos. A criminalização do 
caixa dois, por exemplo, foi aprovada, e em lugar da anistia,
 os deputados optaram por aprovar a emenda sobre abuso 
de autoridades de magistrados e procuradores. A população
 talvez compreendesse a impertinência de algumas das medidas
 derrubadas se a Câmara tivesse optado por um debate mais 
prolongado, expondo os inconvenientes que representam não
 para eles, unicamente, mas para toda a sociedade. O 
reportante-dedo-duro-premiado, por exemplo, pode germinar
 perigosamente na atual cultura envenenada pela cruzada
 moralista. A Câmara, ao invés de sustentar este debate, foi 
pelo atalho. Votou o pacote, fingiu que o engoliu e quando a
 noite ia alta começou a aprovar emendas. Mas no final do
 dia estava claro que isso iria acontecer. Ou pelo menos
que o abuso de autoridade passaria. No cafezinho do plenário
 o que mais havia eram deputados engasgados com o pacote.

O Senado acaba de rejeitar o pedido de urgência para a votação 
do pacote recebido da Câmara. Mais que derrota de Renan, 
sinal de que os senadores viraram bombeiros, querem baixar 
a temperatura. Mesmo com o recuo, não creio que o Senado 
aceitará o emparedamento que o Ministério Público tentou
 impor à Câmara e acabou perdendo. Os procuradores 
demonstraram, neste processo, não compreender nada do 
processo legislativo. Ali nada é aprovado tal como proposto,
 nem por governos nem pelos próprios parlamentares. Não
 seria o Ministério Público, nas atuais condições, que arrancaria 
de uma Câmara em estado de pânico com a iminência das 
delações sobre caixa dois, de origem legal ou ilícita, que 
arrancaria do plenário a chancela integral de sua proposta,
 por mais assinaturas de apoio que tenha tido.

Os senadores recuam por temer o agravamento, a crise institucional 
propriamente dita, mas também por saberem que, nesta guerra,
a força está com a coalizão Judiciário/Ministério Público/Polícia 
Federal. O lado podre da corda está com o Congresso, onde
 Renan responde a uma dezena de processos e mais de uma 
centena de parlamentares podem aparecer na lista da 
Odebrecht. Já vazou delação da Odebrecht contra Jucá, que
teria centralizado o recebimento de R$ 22 milhões para ele, 
Renan e companhias peemedebistas. Os procuradores não
 brincam em serviço.

Este confronto, agora em seu pico, já estava há muito anunciado
. O Supremo, a Lava Jato e Moro já atravessaram muitas
 vezes a linha do limite e o Congresso não reagiu. Lula e Dilma
 foram ilegalmente gravados e as conversas ilegalmente
 divulgadas. O STF, guardião da Constituição, lavou as mãos. 
Como a vítima era o PT, o Congresso não tossiu. Delcídio 
do Amaral foi preso no exercício do mandato e sem flagrante
. O Senado mugiu mas, acuado pela mídia diante do vazamento
 das conversas estarrecedoras do então senador petista, 
homologou a prisão autorizada pelo ministro Teori. Em 
Curitiba acontecem desatinos em série contra as garantias
individuais mas o STF não enfrenta Moro. Lula precisou ir
 à ONU porque não encontrou aqui respaldo a suas denúncias 
sobre a parcialidade e a perseguição movidas por Moro.

E o STF, para completar, continua legislando. Se “a turma 
do deixa disso” não entrar em campo, na semana que vem
 a Câmara pode revidar com mais um tiro: a aprovação,
 pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), de projeto 
que tipifica como crime de usurpação de competências de 
um poder por outro.

– Estou sendo muito cobrado a colocar meu parecer em
 votação mas achei que este não era o melhor momento. 
Vou deixar estas dez medidas serem votadas primeiro. 
Mas a pressão aumentou com esta notícia de que o Supremo 
mais uma vez legislou, aprovando o aborto até os três 
meses de gravidez – dizia o deputado Marcos Rogério
(DEM-RO), que é o relator do projeto na CCJ, durante 
a votação das medidas, mas antes da aprovação das emendas.

Agora, temos dois poderes na trincheira e no meio,
 um Temer
desafiado. Aguardemos os próximos tiros,
 torcendo para que 
não sobrem para a democracia, este lírio 
açoitado.
http://www.brasil247.com/
pt/blog/terezacruvinel/268135/
Poderes-duelam-na-beira-do-esbarrancado.htm

UM POUQUINHO DE UM PAIS CHAMADO BRAZIL FORA TEMER FORA QUADRILHA FORA REDE GLOBO GOLPISTA

Se arrependeu? Dallagnol 

diz que Dilma tinha boas 

propostas contra corrupção 

em coletiva



POSTED BY: ADMIN 

DECEMBER 1, 2016

Carta Capital
O desafio feito pela Câmara ao 

Judiciário e à Operação Lava Jato

na madrugada desta quarta-feira 30, ao aprovar no pacote anticorrupçãouma 

emenda que estabelece crime de

responsabilidade para juízes e

 integrantes do Ministério

Público, recebeu na tarde desta 

quarta a resposta da força-tarefa

que investiga os cri
mes na Petrobras e outros órgãos públicos.

 Em entrevista coletiva, os procuradores da Lava Jato ameaçaram
 abandonar a operação caso o texto seja sancionado por Michel Temer.
“A nossa proposta é de renunciar coletivamente caso essa
 proposta venha a ser sancionada pelo presidente”, afirmou 
Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos procuradores da
 Lava Jato.
Lima criticou o texto da emenda, afirmando que ele
 responsabiliza pessoalmente os promotores, procuradores e 
magistrados e em termos genéricos. “Eles aproveitaram um projeto
 de combate à corrupção para se proteger e fizeram isso porque
 estamos investigando, descobrindo os fatos e iríamos chegar 
muito mais longe do que chegamos até o momento”, afirmou.
O texto-base aprovado pelos deputados teve origem na Comissão
 Especial montada para analisar o projeto de iniciativa popular 
surgido a partir da campanha Dez Medidas contra a
 Corrupção do Ministério Público Federal (MPF).

Medidas propostas pelo MPF consideradas autoritárias, como a
 legalização de provas ilícitas e restrições ao habeas corpus, foram 
retiradas do texto, mas os deputados manobraram para incluir
 no pacote medidas para se livrar de acusações, como a anistia ao
 caixa dois, e para rebater o ímpeto de procuradores e magistrados.
 A anistia ao caixa dois acabou não sendo analisada, mas a 
emenda do crime de responsabilidade foi aprovada, por 313 
votos a 132, durante a madrugada.
“Rasgou-se o texto das 10 medidas”, afirmou Deltan Dallagnol
o chefe da força-tarefa. “O parlamento é soberano, mas nós,
 depois de todo esse processo, saímos sem solução para acabar 
com as brechas que permitem a corrupção”, afirmou o procurador.
Dallagnol, cujas investigações ajudaram a formar o caldo que 
culminou com o impeachment de Dilma Rousseff, lembrou que o
 governo da petista apresentou propostas anticorrupção melhores 
que as aprovadas pelo Congresso. “Até o governo Dilma avançou 
propostas contra a corrupção muito melhores que as que foram
 aprovadas”, disse.
Para o procurador, a aprovação do crime de responsabilidade 
tem o dedo do governo Michel Temer. “O que aconteceu ontem 
não é expressão de pessoas específica, e sim da articulação de
 líderes dos partidos e do governo”, afirma Deltan Dallagnol.
Na entrevista coletiva, Dallagnol voltou a usar o termo “estancar 
a sangria” para designar a pressão contra a Lava Jato. Trata-se 
do termo usado pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá 
(PDMB-RR), para avançar o impeachment de Dilma. “O 
objetivo é estancar a sangria”, disse Dallagnol. O avanço de 
propostas como a ‘lei da intimidação’ instaura uma ditadura da
 corrupção.”
Na votação da emenda, evidenciou-se a divisão entre PMDB,
 partido de Temer, e o PSDB, que integra a base aliada do governo.
 Na bancada tucana, 32 dos 42 deputados presentes no plenário
 votaram contra a proposta de punir juízes e procuradores. Entre 
os 56 peemedebistas, apenas 9 parlamentares se opuseram à medida.
No MP e no Judiciário, indignação
Não foram apenas os integrantes da força-tarefa que manifestaram 
indignação com a emenda aprovada pelo Congresso.
 Rodrigo Janot, o procurado-geral da República, chefe do 
Ministério Público, emitiu dura nota criticando a votação.
“As 10 medidas contra a corrupção não existem mais. O Ministério
 Público brasileiro não apoia o texto que restou, uma pálida sombra 
das propostas que nos aproximariam de boas práticas mundiais.
 O Ministério Público seguirá sua trajetória de serviço ao povo brasileiro,
 na perspectiva de luta contra o desvio de dinheiro público e o roubo 
das esperanças de um país melhor para todos nós”, disse.
Na manifestação, Janot afirmou ainda que as alterações são
 “medidas claramente retaliatórias” e pediu apoio da sociedade
 para que o projeto não seja concretizado no Senado, para onde
segue para votação posterior.
“Um sumário honesto da votação das 10 Medidas, na Câmara dos 
Deputados, deverá registrar que o que havia de melhor no projeto
 foi excluído e medidas claramente retaliatórias foram incluídas. 
Cabe esclarecer que a emenda aprovada, na verdade, objetiva 
intimidar e enfraquecer Ministério Público e Judiciário”.
Mais cedo, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), 
ministra Cármen Lúcia, divulgou uma nota em que também
 lamentou a aprovação do crime de abuso de autoridade para juízes 
e procuradores. Na nota, Cármen Lúcia “reafirma seu integral 
respeito ao princípio da separação dos poderes. Mas não pode
 deixar de lamentar que, em oportunidade de avanço legislativo
 para a defesa da ética pública, inclua-se, em proposta legislativa 
de iniciativa popular, texto que pode contrariar a independência
 do Poder Judiciário”.
Em nota, a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho
 (ANPT) repudiou a inclusão no pacote anticorrupção de
 emendas “que têm como objetivo central a retaliação, a intimidação e o enfraquecimento do Ministério Público e do Poder Judiciário”.
Segundo a ANPT, criminalizar a regular atuação de membros do 
Ministério Público e de magistrados importa apenas “àqueles
 cujos interesses inconfessáveis se sobrepõem ao incansável 
trabalho de defesa dos direitos sociais e do patrimônio público
 desempenhado pelos agentes públicos em testilha”.
O Movimento do Ministério Público Democrático também declarou 
repulsa à desconfiguração do pacote anticorrupção. “Da proposta 
original, subscrita por mais de dois milhões de cidadãos, quase
 nada resta, foi transformada num passe livre para corruptos,
 que não serão mais punidos e sequer terão de devolver o dinheiro 
subtraído dos cofres públicos. É estarrecedor!”

UM POUCO DE UM PAIS CHAMADO BRAZIL FORA TEMER FORA QUADRILHA FORA REDE GLOBO GOLPISTA LIXO


JB:

 IMPEACHMENT 

FOI ENCENAÇÃO 

E GOVERNO

 TEMER 

PODE CAIR


Para o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal)
 Joaquim Barbosa, que comandou  julgamento do 
mensalão, o impeachment de Dilma Rousseff foi 
"uma encenação" comandada por políticos corruptos
 que queriam apenas se proteger; em entrevista à
 colunista Mônica Bergamo, Barbosa disse que o Brasil
 se transformou em um anão político e que o governo 
de Michel Temer corre o risco de não chegar ao fim;
 o ex-ministro diz ainda identificar uma "fúria" 
contra Lula; para ele, prisão do ex-presidente sem
 fundamentos só prejudicaria ainda mais a 
imagem do país
1 DE DEZEMBRO DE 2016 ÀS 05:27 // RECEBA O 247 NO TELEGRAM 


Essa desestabilização empoderou essa gente numa Presidência 
sem legitimidade unida a um Congresso com motivações 
espúrias. E esse grupo se sente legitimado a praticar as
 maiores barbáries institucionais contra o país."
O ex-ministro considera que, devido às circunstâncias, o 
governo de Michel Temer pode não chegar ao fim. Para 
Barbosa, diz que só eleições diretas para a Presidência 
podem reparar os "trunfos" que foram perdidos pelo cargo
 com a chegada ilegítima ao poder. 
Sobre uma eventual prisão de Lula, Barbosa é enfático:
 se não houver provas incontestáveis, quem perde é o Brasil. 
"Sei que há uma mobilização, um desejo, uma fúria para
 ver o Lula condenado e preso antes de ser sequer julgado.
 E há uma repercussão clara disso nos meios de 
comunicação. Há um esforço nesse sentido. Mas isso não
 me impressiona. Há um olhar muito negativo do mundo
 sobre o Brasil hoje. Uma prisão sem fundamento de um
 ex-presidente com o peso e a história do Lula só tornaria
 esse olhar ainda mais negativo. Teria que ser algo 
incontestável."
Seis meses atrás, Joaquim Barbosa já havia criticado o
 processo. Confira:
 Essa desestabilização empoderou essa gente numa
 Presidência sem legitimidade unida a um Congresso com
 motivações espúrias. E esse grupo se sente legitimado
 a praticar as maiores barbáries institucionais contra o país."
O ex-ministro considera que, devido às circunstâncias, o 
governo de Michel Temer pode não chegar ao fim. Para 
Barbosa, diz que só eleições diretas para a Presidência
 podem reparar os "trunfos" que foram perdidos pelo cargo 
com a chegada ilegítima ao poder. 
Sobre uma eventual prisão de Lula, Barbosa é enfático:
 se não houver provas incontestáveis, quem perde é o Brasil. 
"Sei que há uma mobilização, um desejo, uma fúria para
 ver o Lula condenado e preso antes de ser sequer julgado.
 E há uma repercussão clara disso nos meios de comunicação
. Há um esforço nesse sentido. Mas isso não me impressiona.
 Há um olhar muito negativo do mundo sobre o Brasil hoje.
 Uma prisão sem fundamento de um ex-presidente com 
o peso e a história do Lula só tornaria esse olhar ainda
 mais negativo. Teria que ser algo incontestável."
Seis meses atrás, Joaquim Barbosa já havia criticado o
 processo.

Tunetown - Happy Xmas (War Is Over) "John Lennon Cover"

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Oh What a Merry Christmas Day - Acapella

Silent Night - A Cappella (Intro) - Nick Pitera - NEW Christmas EP!

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[OFFICIAL VIDEO] Hallelujah - Pentatonix

Acappella - Amazing Grace

Here comes the sun. Cantarte. Grupo vocal a capella