quarta-feira, 2 de março de 2011

LIBIA


A. Duclós/Acnur



CAIRO - Redes de televisão árabes informaram nesta quarta-feira que as forças leais ao ditador da Líbia, Muamar Kadafi, se movimentam violentamente dentro de duas cidades do leste do país, que estavam sob controle de rebeldes.
A emissora saudita Al-Arabiya disse que 14 pessoas foram mortas na cidade de Marsa El Brega, no leste da Libia, depois de um contra-ataque realizado por forças leais a Kadafi.
Na cidade de Ajdabiyah, a rede de televisão árabe Al-Jazeera citou um jornalista dizendo que explosões foram ouvidas na periferia. Segundo a emissora, as forças de Kadafi fizeram incursões dentro da cidade.

BENGHAZI, Líbia (Reuters) - Rebeldes líbios retomaram o controle do importante terminal de exportação de petróleo de Marsa l Brega e forças leais ao líder do país, Muamar Kadafi, desfecharam um ataque relâmpago na vizinha cidade de Ajdabiyah, disse nesta quarta-feira um porta-voz da coalizão de grupos oposicionistas. A TV árabe Al-Arabiya informou que Marsa el Brega estava sendo alvo de "bombardeios esporádicos".
- Vamos provavelmente pedir ajuda externa, provavelmente ataques aéreos em pontos estratégicos que colocarão um prego no caixão dele (Kadafi) - disse Mustafa Gheriano, falando à Reuters em nome da Coalizão 17 de fevereiro. - Eles tentaram retomar o controle de Brega esta manhã, mas fracassaram. A cidade está novamente em mãos dos revolucionários. Ele está tentando criar todo o tipo de guerra psicológica para deixar estas cidades à margem.
Quanto à Ajdabiyah, Gheriano afirmou que a cidade está "basicamente estável.
- Nosso povo está se agrupando para agir contra qualquer grande ataque. Por hora, ainda são apenas ataques relâmpagos - disse.
BENGHAZI - Forças leais ao ditador líbio Muamar Kadafi retomaram Brega após violentos confrontos com rebeldes que controlavam a cidade no leste da Líbia, informou a rede de televisão árabe Al-Jazeera.
A emissora saudita Al-Arabiya disse que um aeroporto na área de Brega foi tomado por foças leais a Kadafi. A Al-Jazeera informou que aviões de guerra bombardearam Ajdabiyah, uma cidade na mesma região onde rebeldes controlam uma base militar e um depósito de armas.
- Houve um bombardeio aéreo em Brega e as forças de Kadafi retomaram a cidade - disse Mohamed Yousef, autoridade local da cidade de Ajdabiyah, que fica a 75 quilômetros de Brega.


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terça-feira, 1 de março de 2011

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EGITO


Muhammad Hosni Said Mubarak, em árabe محمد حسنى سيد مبارك, (Monufia4 de maio de 1928) é um militar 


Hosni Mubarak


egípcio, governou seu país de14 de outubro de 1981 a 11 de fevereiro de 2011, quando apresentou sua renúncia ao cargo com 82 anos, após 18 dias de protestos noEgito.[1]
A partir de sua ascensão na Força Aérea egípcia, tornou-se vice-presidente em 1975 e sucedeu a Anwar Al Sadat, depois que este foi assassinado, em 6 de outubro de 1981.
Era considerado como um dos mais poderosos chefes de estado do Oriente Médio. Também era conhecido por sua posição neutra noconflito árabe-israelita, sendo, por isso mesmo, freqüentemente envolvido nas negociações entre as duas facções. Nos últimos dias de seu governo, estava sendo alvo de críticas e protestos pela maioria da populção[editar]

Biografia

[editar]Trajetória

Licenciou-se quando jovem pela Academia Militar em 1949 e pela Academia da Força Aérea Egípcia em 1950. Assumiu posições de comando na Força Aérea entre 1966 e 1969. Em 1972, o presidente Anwar el-Sadat nomeou-o comandante-chefe daquele ramo das Forças Armadas. O seu desempenho na guerra de Yom Kippur com Israel em 1973 valeu-lhe a promoção a marechal, que lhe foi concedida em 1974.
Em 1975 Sadat nomeou-o para o cargo de seu vice-presidente. Nos anos que se seguiram, Mubarak esteve envolvido em importantes negociações diplomáticas com outros países do Oriente Médio. Foi o principal mediador na disputa do território do Saara Ocidental, entreMarrocosArgélia e Mauritânia.
Após o assassinato de Sadat, tornou-se presidente do Egito, em 1981, sendo reeleito por quatro vezes: em 198719931995 e 1999. Renunciou à Presidência, em fevereiro de 2011, após quase trinta anos no poder, em meio a sérios distúrbios populares.
Seu governo foi marcado por progressos nas relações com os países árabes e pelo arrefecimento das relações com Israel, especialmente após a invasão israelense do Líbano, em 1982. Mubarak reafirmou o tratado de paz com Israel em 1979, ao abrigo dosacordos de Camp David, e cultivou boas relações com os Estados Unidos da América. Durante a Guerra do Golfo, posicionou-se ao lado dos EUA, contra as intenções expansionistas do Iraque de Saddam Hussein. Desempenhou também um papel importante na mediação do acordo entre Israel e a Organização de Libertação da Palestina, assinado em 1993.
Em 2004, Mubarak afirmou, em entrevista ao Le Monde, que considera existir um "ódio sem precedentes" contra os Estados Unidos nos países árabes (entre os quais se inclui o Egito), motivado pela proteção econômica e militar concedida pelo governo norte-americano aIsrael.

[editar]Fortuna

Segundo fontes da imprensa mundial, a família do presidente do Egito, Hosni Mubarak, tem uma fortuna espalhada pelo mundo, que segundo a ABC News, rede norte-americana de TV, gira entre US$ 50 bilhões e US$ 70 bilhões. O presidente teria construído sua fortuna a partir de contratos das Forças Armadas, na época em que ele era oficial da Aeronáutica. Quando se tornou chefe de governo, em 1981, começou a diversificar o patrimônio. “As pessoas já o consideram abertamente um líder corrupto”, disse Amaney Jamal, professora de ciência política na Universidade de Princeton. De acordo com o The Guardian, jornal de londres, Mubarak e a família têm capitais em bancos britânicos e suíços, e fortes investimentos imobiliários em grandes metrópoles como LondresNova Iorque e Los Angeles, além de áreas junto ao Mar Vermelho.
A população jovem se revoltou depois de conviver por anos em alta taxa de desemprego e situação de pobreza enquanto o Presidente Mubarak acumula riquezas absurdas à custa de corrupção e impunidade nos desvios de recursos públicos.
Os investimentos que fez ao longo de 30 anos no poder foram, na sua maioria, aplicados no estrangeiro; o jornal Al Khabar referia, no ano passado, os exemplos de Manhattan e Beverly Hills, nos dois extremos dos Estados Unidos.[3].


Protestos em Janeiro de 2011 e derrocada

Em Janeiro de 2011, estimulados pela queda do chefe do governo autoritário da Tunísia Zine El Abidine Ben Ali, centenas de milhares de egípcios iniciaram protestos exigindo a renúncia de Mubarak ao redor do país, principalmente nas cidades do CairoAlexandria e Suez. Em 1° de fevereiro de 2011, mais de um milhão de pessoas - segundo a rede de televisão Al Jazeera - tomam a praça Tahrir, no Cairo, na maior demonstração contra Mubarak até então. Protestos maciços também ocorreram em outras cidades do Egito, como Alexandria e Suez, no mesmo dia em que Mubarak declarou que deixará o cargo após eleições previstas para o mês de Setembro, onde afirmou que não as disputará.
Em 11 de fevereiro de 2011, Mubarak renunciou juntamente com seu vice. Foi noticiado que o poder será repassado para um Conselho Militar[4]

Khaled Desouki/AFP


Aos 82 anos, Hosni Mubarak parecia ser mais um líder árabe a ficar no poder
 até a morte ou deixar o governo de herança a um dos filhos, como é tradição no
 norte da África e no Oriente Médio. Após três décadas no poder, com apoio dos EUA,
 o homem que escapou de seis atentados não resistiu à força das ruas. Após 18 
dias de protestos, o presidente egípcio renunciou nesta sexta-feira (11), abrindo 
caminho para esperanças e incertezas no Egito.
Mubarak assumiu o Egito em 1981, oito dias após o assassinato do ex-presidente
 Anwar el Sadat, morto por oficiais do Exército descontentes com o acordo de paz 
assinado com Israel. Com o tratado, o Egito foi o primeiro país árabe a reconhecer o 
Estado judeu (hoje também reconhecido pela Jordânia). Tornou-se, assim, uma
 espécie de guardião de Israel e garantia de estabilidade para a região repleta de 
petróleo e inflamada por extremistas.
Casado com uma britânica, Suzzane Mubarak, o militar que foi primeiro-ministro de 
Sadat assumiu o poder com mão-de-ferro. Desde 1981, Mubarak governava o 
país sob Estado de sítio (ou seja, sem a garantida de direitos fundamentais, uma 
ditadura na prática). Apesar do regime autoritário, era um aliado e até considerado 
amigo por autoridades do Ocidente, sobretudo dos Estados Unidos.
As três décadas no poder fizeram crescer a fortuna pessoal de Mubarak. Embora não 
existam números oficiais, o patrimônio do líder egípcio é equivalente a R$ 117 bilhões
 (US$ 70 bilhões), segundo o jornal The Guardian.
Carona para primeiro-ministro francês e amigo dos Clinton
Acuado pelos milhares de manifestantes, que há 18 dias acampam na praça Tahir, 
no coração do Cairo, Mubarak viu o amplo apoio ocidental que tinha desaparecer.
Embora a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, já tenha chamado Mubarak de
 amigo no passado, o governo dos EUA passou a pedir uma transição ordeira no país. 
Outros países influentes, como a França, preferiram o silêncio – inclusive depois que se 
soube que o primeiro-ministro François Fillon viajou de carona num jatinho de Mubarak.
À medida que cresciam os protestos na praça Tahrir, ninguém parecida disposto a defender
 o líder egípcio. Uma das poucas exceções do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, que
 classificou o egípcio como “sábio” -  nos dias em que ele mesmo corre o risco de cair por causa
 de um escândalo sexual.
Perda de apoio dos militares foi crucial para a queda
Desde sua independência, em 1953, o Egito é um país estruturado no poder do Exército.
 Todos os presidentes foram militares. Mas após 30 anos de regime, a opinião no quartel não
 parecia ser toda favorável a Mubarak.
Pouco a pouco, as divisões nas Forças Armadas começaram a aparecer. O anúncio de
 que o Exército poderia reprimir os manifestantes nos protestos desta sexta-feira (11) parece
 colocado os militares contra a parede e forçado que eles definissem de que lado estavam.
 Nos últimos dias, as negociações eram feitas pelo vice-presidente, o militar Omar Suleiman, 
nomeado após 30 anos de cargo vago.
Após 18 dias de protestos, mais de 300 mortos (segundo a ONU), a revolta que
 explodiu inspirada na Revolução de Jasmim na Tunísia (que dias antes também derrubou 
o regime autoritário vizinho) atingiu seu primeiro objetivo – derrubar Mubarak. O golpe final,
 mais uma vez, foi dado pelo Exército, que ficou do lado dos manifestantes.
Para os EUA e Israel, o grande temor é que a Irmandade Muçulmana, o principal grupo da
oposição, assuma o governo e transforme o país numa república islâmica. Mas líderes do
 movimento negam isso.
Se o Egito com o Mubarak era sinônimo de autoritarismo, o Egito sem Mubarak é um país com
 esperanças democráticas e muitas incertezas.


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ENA PÁ 2000 - "Rap Alentejano"

IRIS - Atira'tó mar...

ZIMBRO - Apita o Comboio

Os Panteras - La vai a carroça

Zeca Afonso- Os Bravos (musica da liberdade)

Notícias Carnaval 2011 e Desfile 2010 Pérola Negra No Mundo do Samba - 0...

UMA FLOR SEM PÁSSARO É SOCIALISMO SEM MÚSICA..




É manhã e chove! Um vento bem suave anuncia a próxima estação... A primavera chegará? Será o período em que as flores - ainda vermelhas - entrarão em desarmonia com algumas espécies de pássaros? O socialismo acabará?

A nova primavera trará boas recordações de outras épocas. Eram divertidas as discussões políticas, regadas à cerveja, cachaça, whisky e conhaque! Existia uma certa preocupação com os rumos da nação brasileira e o mundo. Universitários, doutores, operários, artistas, sacerdotes, donas de casa e grandes pensadores, participavam dos movimentos políticos de condução e reconstrução nacional. Bebia-se o sonho socialista! O tal socialismo era real ou fruto dos “porres” nas mesas e rodas movidas a álcool? É preciso acordar em plena manhã, abrir olhos e ver que a utopia do passado virou uma tremenda dor de cabeça. O socialismo acabou depois da bebedeira?Boa parte dos administradores públicos do Brasil (socialistas, capitalistas e sem “istas”) é maquiavélica... Eles varrem os problemas sociais do país para debaixo do tapete. Serão tapetes vermelhos, azuis, verdes ou amarelos? O camelô que vende o “CD pirata” será preso? Os apontadores do “jogo do bicho” serão reprimidos? A meninada que dança o “Funk Carioca” será discriminada? Os morros e vielas do acaso serão aplanados para a construção de novos aeroportos, praças, ruas, avenidas, condomínios de luxo, e novos cartões postais das metrópoles tupiniquins? O socialismo acabou na paisagem capitalista?Caminhando e cantando (lembrando Vandré) nas ruas da capital paulista no início da semana, vi muitas pessoas defendendo alguns “trocados”... Eram ambulantes! Vendiam CD’s piratas, churrasquinhos de gato, cachorro-quente e outros produtos que não consigo lembrar. Tomei coragem e conversei com um dos ambulantes. Fiquei surpreso! O tal “mascate” é diplomado na vida... “Não se joga sujeira varrida debaixo de tapete” – falou o sujeito! Ouvimos gritos... Ele correu! O “rapa” chegou... Percebi que a “porrada” da “Guarda Metropolitana de São Paulo” machuca a cabeça, o ego e o bolso de qualquer cristão ou ateu!Algumas pessoas sobem na vida! Quando chegam ao poder - os que não possuem caráter - vendem o corpo, a alma e a dignidade! São bons atores! Para a população desinformada: são os salvadores da pátria. Será que possuem a inteligência, sensibilidade e competência de um estadista? Boas intenções ou tentativas não saciam a fome, não educam, e não devolvem a dignidade perdida de qualquer ser humano. As populações carentes e não carentes necessitam de benefícios sociais associados à criação de postos de trabalho e escolas. A ajuda governamental ou privada (esmola disfarçada) vicia o cidadão! O socialismo acabou ou é uma necessidade política momentânea? O socialismo acabou sem música?O Brasil nas futuras primaveras espera soluções reais. Seus cidadãos querem salas amplas, tapetes sem sujeiras por cima ou por baixo, sem maquiagem política e sem cara de carpete burguês! O socialismo acabou ou é uma farsa?

LAILTON ARAÚJO Autor


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