sábado, 27 de junho de 2015

MERCADO DA FÉ

Igrejas brasileiras parecem

 ser imunes à crise econômica

Ao contrário da maioria dos setores brasileiros, as igrejas batem recordes de

 arrecadações e não sentem qualquer efeito da recessão que assola o país


Localizado em São Paulo, o Templo de Salomão, da Igreja Universal do Reino
 de Deus (IURD), é uma réplica avaliada em US$ 300 milhões da construção
 bíblica de mesmo nome.
A imponência do templo é um sinal da crescente popularidade das igrejas
 evangélicas no Brasil. Ao contrário da maioria dos setores brasileiros, 
as igrejas evangélicas não sentem qualquer efeito da crise que assola o 
país e parecem ser à prova de recessões.
Um ótimo exemplo desse sucesso é a própria IURD. Fundada em 1977, pelo
 bispo Edir Macedo, hoje ela está presente em mais países do que qualquer
 outra companhia brasileira, além de ter ajudado a transformar a religião no
 maior negócio do país.
Um levantamento feito em 2013 pelo jornal Folha de S. Paulo, com base em
 dados da Receita Federal, mostrou que igrejas de diferentes religiões do país 
somaram em 2011 uma arrecadação de R$ 20,6 bilhões em dízimos, doações, 
vendas de produtos e aplicações financeiras.
Outro levantamento, feito pela universidade ESPM, de São Paulo, mostrou que
 mesmo em meio à pior recessão do país em 25 anos, a movimentação financeira
 do chamado “mercado da fé” vai quase dobrar de R$ 12 bilhões, em 2012,
 para R$ 25 bilhões este ano.
Para o Andrey Mendonça, professor da ESPM, a recessão não chega às igrejas
 chega porque muitos fiéis se apegam à religião nos momentos de crise. “Até agora,
 a crise econômica teve pouco impacto, pois quando as pessoas são demitidas ou
 passam por dificuldades tendem a buscar conforto na religião”.
Para igrejas como a IURD, a crise pode ser resolvida facilmente, com pensamentos 
positivos e uma generosa contribuição. É o que disse um bispo no evento
 Congresso para o Sucesso, realizado no Templo de Salomão. “Qual a nota mais 
valiosa do Brasil? Isso mesmo R$ 100. É o que eu quero que vocês tragam da
 próxima vez. E os que não puderem, não fiquem envergonhados. Rezaremos
 para que, em breve, vocês possam doar essa quantia”, disse o bispo.
OPINIÃO & NOTICIA

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